- Milhões de pessoas no Reino Unido com incontinência enfrentam falta de produtos, com as confiança de NHS limitando o fornecimento.
- Dados de 110 trusts mostram que mais de 53% possuem teto de disponibilidade de itens, gerando o que descrevem como “gap de absorventes”.
- Entre esses trusts, 34% limitam a três absorventes por dia e 66% a quatro por dia, quedando aquém da necessidade habitual.
- Em consequência, muitas pessoas precisam pagar os absorventes com pensão ou benefício de independência (PIP).
- Organizações e sindicatos pedem que a NHS adote políticas de compras que valorizem a qualidade de vida dos pacientes, avaliando custos e benefícios para a dignidade no cuidado.
Mais de 14 milhões de pessoas no Reino Unido convivem com incontinência, mas há desabastecimento de produtos sanitários. Trusts do NHS têm limites na disponibilidade, obrigando pacientes a pagar por itens. A situação afeta o atendimento diariamente.
Uma coalizão de organizações, incluindo o Royal College of Nursing, Prostate Cancer UK e Bowel and Bladder UK, denuncia o quadro. O grupo aponta que mais da metade dos NHS trusts impõe teto aos produtos de higiene.
Dados baseados em FOI indicam que 110 trusts mostram o cenário. Dos que adotam limite, 34% permitem apenas até três itens por dia, enquanto 66% fixam em quatro peças diárias, menos do que a necessidade prevista.
Impacto nos pacientes
Como consequência, muitas pessoas dependem de pensões ou do PIP para custear os itens. Profissionais de saúde alertam que a escassez compromete o cuidado e a dignidade dos pacientes.
Atrasos e custos adicionais também afetam familiares e cuidadores, que se veem pressionados a buscar soluções fora do sistema público para atender necessidades básicas.
O governo está introduzindo uma nova abordagem de compras no NHS, chamada aquisição baseada em valor, que considera qualidade de vida dos pacientes, não apenas custo. A avaliação completa está em curso.
A carta conjunta afirma que essa mudança representa uma oportunidade rara de melhorar resultados de saúde e aliviar a carga sobre profissionais e cuidadores. A presença de dificuldades é destacada como desafio significativo para a prática clínica.
Professora Alison Leary, da Royal College of Nursing, diz que a rationing atinge pacientes e profissionais, comprometendo o cuidado digno. Ela afirma que a prática gera sofrimento tanto para quem recebe quanto para quem presta assistência.
Millie Baker, diretora executiva da Bladder Health UK, destaca impactos não clínicos, como constrangimento, ansiedade com vazamentos e danos à pele. Ela ressalta a importância da dignidade no cuidado com a continência.
O NHS England foi procurado para comentar o tema.
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