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Não há base legal para ausência de intervenção humana em ferramenta de financiamento de cuidados

Senado ouve que não há base legal para impedir intervenção humana no algoritmo de avaliação de cuidado a idosos; remoção do override pode reduzir financiamento e assistência

Greens senator Penny Allman-Payne asked a Senate inquiry about ‘the legislative basis for the inability to have human override’ in a controversial algorithm that determines financial support for elderly Australians.
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  • Não existe base legal clara para não permitir que um humano contorne o resultado do algoritmo que define o apoio financeiro para o cuidado de idosos, afirmou uma audiência do Senado.
  • A Ferramenta de Avaliação Integrada (IAT) é usada para determinar elegibilidade e níveis de financiamento de serviços de cuidado, mas tem sido criticada por subestimar necessidades.
  • A capacidade de override humano foi removida, e investidores apontam dúvidas sobre a base legal dessa proibição no Ato de Cuidados para Idosos.
  • Durante testes, em 2024 e 2025, houve override humano; após a remoção, não houve testes com essa função.
  • Desde novembro, ocorreram 834 solicitações de revisão interna de resultados da IAT, com demora média de mais de dois meses; há questionamentos sobre a legalidade da automação das classificações sem supervisão humana.

O Senado passou a ouvir sobre o uso de uma ferramenta de avaliação de financiamento de cuidados para idosos, conhecida como IAT. Não houve barreira legal clara para que um humano alterasse o resultado, mesmo com a restrição imposta aos avaliadores do governo. A discussão ocorre após críticas sobre a frequência de subestimação das necessidades dos pacientes pela ferramenta.

A IAT foi criada em novembro como parte das reformas de Support at Home, para definir elegibilidade e o nível de financiamento dos serviços de cuidados. Questionamentos aparecem após denúncias de que o algoritmo reduzia recursos para idosos em situações críticas, e após a retirada da possibilidade de overrides pelos avaliadores.

Durante audiência, funcionários do Departamento de Saúde, Descapacidade e Envelhecimento confirmaram que o governo pediu orientação sobre como reinserir a função de override, em meio às investigações em andamento. A professora Greens Penny Allman-Payne solicitou esclarecimentos sobre a base legislativa da proibição de intervenção humana.

O assistente principal do departamento, Robert Day, afirmou que a proibição decorre de o resultado ser objetivo: “se você tem as notas da avaliação, recebe a classificação correspondente, sem discricionariedade.” O manual da IAT menciona o override, mas não vincula claramente a proibição a uma disposição específica da Aged Care Act.

O senador liberal Paul Scarr já havia levantado dúvidas sobre a legalidade de impedir overrides, apontando que o manual faz referência a regras que não tratam do tema. Scarr ressaltou que não houve indicação de regras que barrassem a intervenção humana e descreveu a situação como preocupante.

Um denunciante informou ao Guardian Australia que o algoritmo, com frequência, deixa idosos sem financiamento ou com serviços degradados. A reportagem também traz críticas a relação entre a ferramenta e o suporte domiciliar.

Durante os testes da ferramenta, a equipe do governo afirmou que a fase de avaliação ocorreu em 2024 e 2025 com override ativo; o teste não contemplou o período em que o override foi removido. As informações viram objeto de questionamento na audiência.

Os senadores questionaram a efetividade de manter avaliadores experientes sem a possibilidade de corrigir erros. O parlamentar David Pocock destacou a necessidade de um elemento humano ativo no processo, ao que respondeu que não havia dados que indicassem quantas contestações eram feitas.

Foi informado que, desde a implementação da IAT, o governo recebeu 834 solicitações de revisão interna de resultados. A média de duração dessas revisões ultrapassa dois meses, e elas são a única via de contestação quando ocorre falha do algoritmo.

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