- O acordo entre Reino Unido e Estados Unidos isenta exportações britânicas de fármacos de tarifas de até cem por cento pagas pelos Estados Unidos, permitindo evitar cobrança sobre cerca de cinco bilhões de libras em remessas anuais.
- O NHS poderá pagar mais por determinados tratamentos, com o teto de investimento em um tratamento de £ trinta mil por ano subindo para £ trinta e cinco mil.
- Dois medicamentos contra o câncer foram aprovados sob o novo regime de precificação, apontados pela gestão como exemplos de bom custo-benefício e potencial benefício para pacientes.
- O governo diz que a parceria ajudará a proteger empregos no setor farmacêutico do Reino Unido e a atrair investimento em pesquisa, desenvolvimento e produção no país.
- Críticas e dúvidas surgem: oposicionistas e especialistas contestam o custo, com estimativas de que o aumento total de gasto até 2035 pode chegar a £ nove bilhões por ano; há acusações de falta de transparência e chamada por escrutínio parlamentar.
O governo do Reino Unido anunciou um acordo com os Estados Unidos sobre preços de medicamentos que isenta as exportações britânicas de fármacos para os EUA de tarifas impostas pelo governo americano. O acordo também amplia o acesso de pacientes britânicos a tratamentos potencialmente life-extending, ao flexibilizar regras de gastos da NHS.
Segundo o governo, a parceria permite que cerca de £5 bilhões em remessas britânicas para o mercado americano escapem de tarifas de até 100%. A iniciativa é apresentada como benefício para pacientes, empresas britânicas e economia do país, com promessa de manter empregos no setor farmacêutico.
Os críticos sinalizam dúvidas sobre custos e impactos na NHS. Diretores de indústria e organizações de defesa do consumidor temem que o aumento do investimento em novos medicamentos possa pressionar o orçamento do serviço público. Há também questionamentos sobre a transparência do acordo.
Detalhes financeiros e aprovação regulatória
As autoridades destacam que a partir desta semana a Nice autorizou elevar o teto de gasto anual por tratamento de £30 mil para £35 mil, abrindo espaço para decisões sobre medicamentos com benefício potencial maior para a qualidade de vida.
Reação política e acadêmica
Grupos de oposição e especialistas em políticas de saúde apontam riscos de aumento de custos para o NHS, estimando impactos significativos no orçamento público caso a expansão permaneça. A oposição exige maior escrutínio parlamentar sobre o acordo.
Itens aprovados sob a parceria
Os dois primeiros fármacos aprovados sob o regime se destinam a um tipo de câncer cerebral ligado a genes aberrantes e a um tratamento de última linha para um câncer gástrico raro, com avaliações de custo-efetividade apresentadas pelo NICE.
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