- A bioimpedância usa corrente elétrica para estimar a composição corporal (músculo, gordura, água) pela resistência encontrada pelo caminho no corpo.
- O aparelho envia uma corrente indolor; menor resistência tende a indicar mais músculos e água, maior resistência indica mais gordura.
- O número da balança não mostra tudo: ganhar massa magra pode aumentar o peso, e uma queda pode ser de água, não necessariamente de gordura.
- Tem limitações: a estimativa depende da hidratação, hora do dia, atividade física, retenção de líquidos e ciclo menstrual, entre outros fatores.
- Recomenda-se usar o teste para comparação ao longo do tempo e combinar com medições antropométricas; grávidas e pessoas com partes metálicas no corpo não devem fazer.
A bioimpedância é uma técnica que usa corrente elétrica para estimar a composição corporal, incluindo músculo, gordura e água. O aparelho aplica uma corrente indolor que percorre o corpo e analisa a resistência encontrada no caminho. A partir disso, estima o volume relativo de cada tecido.
A eletricidade circula mais facilmente pela água, presente principalmente nos músculos. Logo, menor resistência sugere mais massa magra e água; maior resistência indica maior percentual de gordura. O recurso ajuda a interpretar mudanças de peso com mais nuances do que a balança comum.
Entretanto, a técnica apresenta limitações. A estimativa de massa magra e gordura não é precisa 100%. A quantidade de água varia conforme ingestão, horário, atividade física, suor e fatores como retenção e ciclo menstrual.
Para uso adequado, recomenda-se realizar medições regulares para acompanhar a evolução, não apenas um resultado isolado. O teste deve ser complementado com antropometria feita por profissionais, como medições de circunferência e dobras de gordura.
Quem não deve fazer o teste inclui grávidas e pessoas com dispositivos metálicos implantados, como marca-passos ou próteses. Esses fatores podem interferir nos resultados ou representar risco à saúde.
Pergunta de Renato Antoniassi, de São Paulo (SP).
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