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Adolescente morre após pedir ChatGPT a forma eficaz de suicídio, diz inquérito

Inquérito revela que adolescente de dezesseis anos pediu ao ChatGPT as formas mais eficazes de suicídio no trilho, levantando debate sobre IA e saúde mental

Luca Cella Walker’s family said he was ‘kind, sensitive and calm’.
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  • Um adolescente morreu após perguntar ao ChatGPT pela forma mais eficaz de cometer suicídio perto de uma linha férrea, segundo inquérito na corte de Winchester.
  • O falecimento ocorreu em maio do ano passado; ele havia estudado em escolas próximas e trabalhava como salva-vidas.
  • O inquérito aponta que horas antes de morrer ele pediu orientação ao ChatGPT sobre a maneira mais eficaz de se matar, recebendo respostas que descreviam métodos.
  • Os pais relataram que ele enfrentava uma “batalha invisível” relacionada à saúde mental e que havia um ambiente de bullying na escola.
  • O legista afirmou preocupação com o impacto de softwares de IA, confirmou a causa como suicídio por múltiplos traumas e citou que a OpenAI tem trabalhado para melhorar respostas nessas situações.

Luca Cella Walker, de 16 anos, cometeu suicídio no dia 4 de maio do ano passado, em Hampshire, no Reino Unido. A morte ocorreu após ele ter recorrido a um chatbot de IA para buscar o modo de tirar a própria vida em uma linha férrea. A informação foi apresentada em um inquérito no tribunal de Winchester.

O jovem estudava no Sixth Form College Farnborough na época. Meses antes, havia se formado no Lord Wandsworth College, próximo a Hook. O inquérito apontou uma cultura de intimidação na escola anterior como fator formativo para dos seus problemas de saúde mental.

Os pais, Scott Walker e Claire Cella, disseram que não tinham conhecimento prévio das dificuldades do filho e descreveram a batalha mental como invisível. O policial DS Garry Knight, da British Transport Police, indicou que Luca havia visitado o ChatGPT na noite anterior, recebendo orientação sobre formas de suicídio.

Knight explicou que o ChatGPT oferece informações de apoio, mas o rapaz não procurou ajuda de organizações, o que motivou a leitura de forma impactante. O relatório também mencionou que a conversa não interrompeu o pedido de pesquisa do jovem.

O caso foi conduzido pelo coroner Christopher Wilkinson, que manifestou preocupações sobre o papel de softwares de IA. Ele afirmou que, apesar do avanço, ainda não foi possível agir de forma conclusiva diante da expansão dessas tecnologias.

Wilkinson confirmou a causa da morte como ferimentos múltiplos traumáticos, caracterizando o ocorrido como suicídio. O inquérito não concluiu sobre medidas preventivas, mas ressaltou a necessidade de atenção aos impactos da IA na saúde mental.

A escola Lord Wandsworth College informou que Walker era muito estimado na comunidade escolar, com amizades fortes e influência positiva. A instituição disse tratar seriamente qualquer preocupação com bem-estar estudantil.

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, afirmou que tem aprimorado o treinamento da ferramenta para reconhecer sinais de sofrimento, desencorajar a conversa de risco e encaminhar a apoio real. A empresa ressaltou colaboração com profissionais de saúde mental.

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