- A Eli Lilly disse que retomará investimentos no Reino Unido se o governo aceitar aumentar regularmente os preços de medicamentos do NHS e encerrar o esquema de rebate.
- Patric Jonsson, presidente internacional da empresa, afirmou estar em negociações com os ministros e que está otimista em chegar a um acordo neste verão para o Reino Unido pagar mais pelos remédios.
- A companhia também avalia planos de precificação inovadores, incluindo ligar pagamentos de fármacos antiobesidade ao retorno dos pacientes ao trabalho.
- O contexto mostra pressão da indústria farmacêutica sobre o Reino Unido após o acordo para elevar os limites de custo-efetividade, aumentando o valor pago por medicamentos que prolongam a vida de £ 20 mil–£ 30 mil para £ 25 mil–£ 35 mil por ano de vida ganha.
- A Eli Lilly pausou investimentos no país, incluindo um laboratório em Londres, e diz que o retorno depende do resultado das negociações com o governo.
EUA: Eli Lilly pressiona pela alta regular de preços de medicamentos no NHS em troca de novos investimentos no Reino Unido. A empresa por trás do Mounjaro quer que o governo britânico eleve, com frequência, os valores-padrão de preços e acabe com o esquema de rebates.
Patrik Jonsson, presidente da divisão internacional da Lilly, disse ao Financial Times que a companhia está em conversas com ministros britânicos e visa um acordo neste verão. O objetivo é permitir que as futuras negociações incluam planos de preço inovadores, como vincular pagamentos de medicamentos antiobesidade ao retorno ao trabalho dos pacientes.
A pressão ocorre em um momento de mudanças nas regras de custo-efetividade da NHS, que elevou o teto de custos para tratamentos potencialmente life-extending. A Lilly pausarou investimentos no Reino Unido, incluindo um laboratório no centro de Londres, no ano passado.
Jonsson afirmou que a retomada dos investimentos depende do avanço das negociações com o governo. Segundo ele, é necessário um plano de ação bem definido com intervenções e prazos claros.
O executivo destacou que os preços de fármacos no Reino Unido estiveram, segundo ele, “muito baixos por muito tempo” e que o teto atual não reflete o cenário de há mais de 20 anos. Disse ainda que o teto não pode permanecer inalterado por décadas.
O governo britânico já concordou com um aumento de até 25% nos pagamentos por novos medicamentos até 2035, como parte de acordo com os Estados Unidos. A mudança seria financiada pelo NHS, com impacto potencial de até bilhões de libras anuais no orçamento público.
Empresas farmacêuticas também questionam o esquema de rebates, que exige devolução de parte da receita de medicamentos. A Lilly vê possibilidade de reduzir esse regime, visando uma cobrança menor ao longo do tempo.
A Lilly sinaliza interesse em acordos baseados em resultados, incluindo razões ligadas à redução de absenteísmo no trabalho. A empresa afirmou estar disposta a explorar modelos que vinculam o pagamento à efetividade clínica.
Um porta-voz do Departamento de Saúde e Assistência Social britânico afirmou que todos devem ter acesso aos tratamentos mais inovadores e que as mudanças de precificação visam acelerar esse acesso. A pasta reiterou o compromisso com o acordo de preços com os EUA e as mudanças no teto de custo-efetividade da NICE.
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