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Ação urgente para conter aumento da violência digital na África, especialistas

Com o aumento do acesso à internet na África, a violência de gênero online contra mulheres e meninas cresce, causando danos reais; é necessária ação urgente

Digital use is growing exponentially across Africa, bringing new online threats.
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  • Ativistas e advogados na África pedem ação urgente para proteger mulheres, meninas e meninos diante do aumento da violência digital no continente, impulsionado pelo crescimento do número de usuários de internet com menos de trinta anos.
  • A violência de gênero facilitada pela tecnologia (TFGBV) é definida pela ONU como uso de tecnologias digitais para causar danos físicos, sexuais, psicológicos, sociais ou econômicos, com formas como doxxing, deepfake, assédio e extorsão sexual.
  • A TFGBV tem impactos graves, levando à autocensura, abandono da vida online e riscos de violência no mundo real, podendo começar online e escalar para fora da internet.
  • Grupos mais vulneráveis incluem jovens, mulheres com deficiência, mulheres negras, pessoas LGBTIQ+ e mulheres em posição pública como parlamentares, ativistas e jornalistas.
  • Desafios incluem lacunas em dados, políticas e leis; é necessária alfabetização digital e maior responsabilidade das plataformas para priorizar a segurança dos usuários.

O aumento expressivo do uso da internet na África vem coincidindo com uma escalada da violência de gênero online contra mulheres e meninas, com impactos reais. Ativistas e juristas pedem ações urgentes para proteger vítimas e reduzir danos.

Especialistas afirmam que a expansão rápida do acesso, aliada a uma grande parcela de jovens abaixo de 30 anos, amplifica o uso de ferramentas digitais para controlar e silenciar mulheres. O monitoramento aponta para um ciclo de violência que pode migrar para o mundo offline.

O estudo global cita que TFGBV, violência de gênero facilitada pela tecnologia, inclui assédio, intimidação, doxing e sextorsão, com consequências físicas, psicológicas e econômicas. Em muitos casos, as vítimas se afastam de espaços públicos e digitais.

De acordo com pesquisas, quase 60% das mulheres no mundo já vivenciaram algum tipo de violência facilitada pela tecnologia. Na África, números locais variam, mas há relatos de incidência considerável entre mulheres jovens e ativas politicamente.

Dados de casos e relatos indicam que o impacto atinge redes de atuação pública, jornalistas e defensoras de direitos humanos. Em várias nações, ameaças online acompanham ou antecedem agressões presenciais, elevando riscos para quem atua publicamente.

Entre os fatores apontados estão lacunas em dados, políticas públicas e leis específicas para TFGBV. Organizações internacionais trabalham com governos e setor privado para mitigar danos e proteger quem está no fronte digital.

Há também apontamentos sobre o baixo nível de alfabetização digital e de compreensão de direitos online. Especialistas destacam a necessidade de leis mais claras e de maior responsabilização de plataformas pela segurança dos usuários.

Na prática, plataformas digitais precisam priorizar a proteção de usuários e estabelecer medidas eficazes de resposta a abusos. Segundo especialistas, a construção de ambientes online seguros depende de cooperação entre governos, sociedade civil e empresas.

A pesquisa destaca casos em Ethiopia, Uganda, África do Sul, Quênia e Tunísia, mostrando padrões de violência variando desde ataques pessoais a estratégias de desinformação e desqualificação pública de mulheres em espaços de poder.

Desdobramentos regionais

Relatos de Ethiopia indicam normalização da violência de gênero on-line, com impacto direto na vida das mulheres. Em Uganda, quase metade das entrevistadas relatou assédio online. Na África do Sul, estudos associam exposição a conteúdo nocivo a atitudes misóginas.

Caminhos e desafios

Especialistas ressaltam que a proteção depende de ações de conscientização, fortalecimento de leis e investimentos em alfabetização digital. A responsabilização de plataformas é vista como peça-chave para reduzir danos.

A atuação de organizações como agências da ONU e redes de mulheres é apontada como essencial para ampliar a proteção, orientar políticas públicas e ampliar a visibilidade de casos. O objetivo é evitar que a violência digital se converta em violência física.

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