- especialistas dizem que o Reino Unido está a apenas algumas semanas de enfrentar faltas de remédios se o conflito com o Irã continuar, afetando desde analgésicos até tratamentos de câncer e possivelmente elevando preços.
- a interrupção envolve cadeia de suprimentos de matérias-primas cruciais, incluindo petróleo, gás, fertilizantes e hélio, além de depender de Índia, grande produtora de genéricos e APIs.
- transportes aéreos já sofrem restrições na região; ferrovias de combustível e frete caro elevam custos, com impactos sobre medicamentos que dependem de envio rápido.
- muitos remédios são trazidos por via aérea; queda de cerca de 80% nas cargas aéreas de início de mês aumenta a pressão sobre fornecimentos, especialmente para tratamentos caros e terapias avançadas.
- mesmo com acordos de preço, fabricantes podem repassar aumentos para o NHS e para farmácias, e os custos logísticos elevados podem levar a reajustes de preços em medicamentos dependendo do tempo da guerra.
O medo de desabastecimento de medicamentos cresce no Reino Unido caso a guerra no Irã se prolongue. Analistas afirmam que o país está a apenas semanas de faltar analgésicos, tratamentos oncológicos e outros itens de saúde, com o custo dos remédios potencialmente subindo.
A interrupção envolve a cadeia de fornecimento de matérias-primas essenciais, como petróleo, gás, fertilizantes e hélio. A logística sofre com o fechamento quase total do estreito de Ormuz e com impactos no transporte aéreo e marítimo de insumos farmacêuticos.
Especialistas ouvidos destacam que grande parte dos genéricos depende de produtores na Índia, um polo de produção de APIs (ingredientes ativos). Além disso, o custo de frete aéreo tem aumentado devido ao conflito entre EUA e Israel com o Irã.
Antes da crise, mercados já contavam com estoques para várias semanas. Práticas de distribuição costumam manter de seis a oito semanas de reserva para laboratórios e hospitais, mas o atual cenário pode exigir ajustes.
A indústria de genéricos, que responde por grande parte dos medicamentos usados pelo NHS, enfrenta pressões de custo com o frete aéreo e margens reduzidas. Há risco de reajustes de preço para atendimento ambulatorial e farmácias.
Especialistas apontam que o uso de transporte marítimo, mais lento, aumenta prazos e custos. Se a situação se prolongar, fabricantes podem repassar parte dos custos aos pacientes, via preços de venda ao NHS ou a planos públicos.
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