Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Empresas com mais mulheres em liderança demitem homens abusivos, aponta estudo

Estudos indicam que empresas com mais mulheres em cargos de liderança demitem agressores com probabilidade, refletindo o impacto econômico da violência de gênero

The IFS also cited studies that found women sexually or physically assaulted at work experience job loss, reduced hours and lower income.
0:00
Carregando...
0:00
  • Empresas com mais mulheres em cargos de alta liderança tendem a demitir mais homens acusados de abuso sexual ou físico de colegas, segundo dados internacionais e do Reino Unido.
  • Em organizações lideradas por homens, a vítima costuma deixar a empresa, enquanto, em organizações com mais mulheres no topo, os perpetradores são mais frequentemente demitidos.
  • Estudos citados pelo Instituto Fiscal Studies mostram impactos econômicos do abuso contra mulheres, incluindo perda de empregos, menos horas trabalhadas e menor renda.
  • Um estudo finlandês sugere que mulheres que sofrem agressões no ambiente de trabalho podem ter queda média de 17% na renda cinco anos depois do ataque; áreas com mais denúncias a tribunais apresentam impactos menores.
  • O relatório aponta que políticas públicas, policiamento e ações de empresas podem mitigar os efeitos econômicos da violência de gênero e apoiar a recuperação das vítimas.

Empresas com maior presença de mulheres em cargos diretivos tendem a demitir homens acusados de abusar de colegas, aponta análise de dados internacionais e do Reino Unido. A pesquisa envolve estudos robustos e dados de instituições financeiras e acadêmicas.

O estudo sintetiza que organizações geridas por mulheres atuam com maior probabilidade de dispensar agressores, enquanto ambientes liderados por homens aparecem com mais frequência mantendo a vítima fora da empresa. A comparação envolve diferentes contextos nacionais.

Dados do Institute for Fiscal Studies indicam impactos econômicos significativos para mulheres que sofrem violência no trabalho, incluindo perda de empregos, redução de horas e menor renda. Em casos de convivência com parceiro abusivo, a renda média pode cair até 12%.

Pesquisas finlandesas citadas pela IFS mostram que o efeito financeiro persiste após o término da relação, afetando a progressão na carreira. Mulheres que relatam estupro no ambiente de trabalho tendem a ter queda de renda de cerca de 17% cinco anos depois, indicador mais elevado que outras violências.

A IFS também aponta que vulnerabilidade econômica aumenta com desemprego entre mulheres, elevando o risco de violência doméstica. Estudos britânicos sugerem que políticas de policiamento com maior atuação podem reduzir incidentes, destacando a importância de ações coordenadas entre polícia, empresas e proteção social.

Segundo a autora associada Magdalena Domínguez, o conjunto de evidências reforça a necessidade de tratar a violência de gênero com seriedade econômica e social. Ela ressalta que respostas de ambientes de trabalho, polícia e outros atores podem favorecer a recuperação das vítimas.

Implicações e leituras

Políticas públicas e gestão corporativa são apontadas como áreas-chave para mitigar impactos econômicos da violência contra mulheres. O estudo destaca ainda que o ambiente de trabalho pode influenciar a recuperação e a participação no mercado de trabalho, além de reduzir perdas em renda a longo prazo.

O material reúne pesquisas do Reino Unido e de outros países, apresentando um panorama de como a violência de gênero afeta empregabilidade, remuneração e estabilidade profissional. As conclusões reforçam a necessidade de intervenções específicas em políticas públicas.

A análise também aborda detenção e responsabilização de agressores, observando efeitos de redução de reincidência com medidas de prisão e intervenção policial. O relatório sugere que ações mais eficazes podem contribuir para a prevenção de novos casos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais