- A Igreja Católica portuguesa decidiu indenizar 57 vítimas de abuso sexual, totalizando 1,61 milhão de euros.
- A decisão chega três anos após a divulgação de um relatório que apontou, desde 1950, ao menos 4.815 menores vítimas e indicou aberturas para ocultamento sistêmico por parte da hierarquia.
- Dos 95 pedidos de compensação recebidos, 28 foram rejeitados e outras até dez propostas ainda podem ser aprovadas.
- Os valores pagos vão de 9.000 a 45.000 euros por vítima.
- O processo ocorreu após pedidos de perdão dos bispos, com o Papa Francisco encontrando 13 vítimas durante a visita a Portugal em agosto de 2023.
A Igreja Católica portuguesa decidiu indenizar 57 vítimas de abuso sexual, totalizando 1,61 milhão de euros. A medida foi anunciada nesta quinta-feira, 26, três anos após a publicação de um relatório que evidenciou a dimensão do problema na instituição. O objetivo é oferecer reparação às vítimas e reconhecer o sofrimento vivido.
Ao todo, foram recebidos 95 pedidos de compensação; 28 foram rejeitados, e há a possibilidade de aprovar até 10 recursos adicionais. Os pagamentos variam entre 9.000 e 45.000 euros, conforme o caso.
A decisão ocorre após o relatório independente encomendado pelos bispos, divulgado em fevereiro de 2023, que apontou ao menos 4.815 menores abusados desde 1950. O estudo também indicou um uso sistemático de ocultação por parte da hierarquia.
Contexto e desdobramentos
O grupo de especialistas ouviu mais de 500 depoimentos ao longo de um ano, reforçando a conclusão de ocultação de abusos pela estrutura eclesiástica. Os bispos portugueses pediram perdão às vítimas, e o Papa Francisco se reuniu com 13 desses indivíduos durante a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, em agosto de 2023.
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