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Mortalidade materna aumenta em países dependentes de ajuda EUA sob republicanos

Cortes de ajuda de planejamento familiar dos EUA sob presidentes republicanos elevam mortalidade materna em onze por cento em países dependentes, aponta estudo

A mother holds her child while sitting on a hospital bed at the Tudikolela hospital, an Action Against Hunger beneficiary, in the Democratic Republic of Congo, on 1 May 2021.
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  • Países dependentes de ajuda dos EUA mostram aumento de 11% na mortalidade materna quando há Presidência republicana, equivalente a cerca de 45 mortes a cada 100 mil nascidos vivos.
  • A assistência global para planejamento familiar cai sob governos republicanos e se eleva, em média, 48% quando há presidências democratas.
  • A Regra Gag Global, criada em 1985 pelo presidente Ronald Reagan, bloqueia financiamento federal a organizações no exterior que fornecem, aconselham ou promovem serviços de aborto.
  • Durante a gestão de Donald Trump, a política foi ampliada para toda a ajuda global de saúde, com a USAID sendo reduzida e mais de 90% das bolsas de planejamento familiar encerradas.
  • O estudo aponta ganhos de mortalidade materna de 16% na América Latina, 15% na Ásia e 7% na África, vinculados a mudanças abruptas na política de doadores.

O estudo BMJ Global Health mostra que a mortalidade materna aumenta em países dependentes de ajuda dos EUA quando tomam posse presidentes republicanos. O efeito aparece desde a década de 1980, em meio a cortes de assistência voltada à saúde reprodutiva, seguido de recuo quando há mudança para políticas democratas.

A pesquisa aponta que a ajuda global para planejamento familiar cai sob governos republicanos e, após a eleição de presidentes democratas, sobe cerca de 48%. Em nações fortemente dependentes de assistência externa, essa oscilação se correlaciona a um aumento de 11% na mortalidade materna.

O indicador corresponde a aproximadamente 45 óbitos adicionais por cada 100 mil nascimentos vivos quando há queda na ajuda de planejamento familiar. O padrão de subida é associado à implementação da global gag rule, iniciada em 1985, que restringe financiamento a organizações que oferecem ou aconselham aborto.

Regiões afetadas e mudanças de política

O estudo constatou variação regional: aumento de 16% na mortalidade materna na América Latina, 15% na Ásia e 7% na África, vinculados ao recuo da assistência internacional. Os autores destacam que cortes abruptos de doação afetam a capacidade de cuidado pré-natal e parto seguro.

Durante o governo de Donald Trump, a política de saúde global foi ampliada para abranger toda a ajuda norte-americana, com o chamado Protecting Life in Global Health Assistance. A administração também reduziu a atuação da USAID, encerrando mais de 90% dos contratos de planejamento familiar.

Os pesquisadores alertam para impactos severos em mulheres ao redor do mundo e ressaltam a necessidade de soluções estáveis de apoio internacional à saúde reprodutiva. Os resultados indicam vulnerabilidade dos sistemas de saúde a mudanças abruptas na política de doadores.

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