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Burnout no Brasil: varejo, educação e marketing entre os setores de maior risco

Varejo, educação e marketing concentram maior risco de burnout no Brasil, destacando impacto em produtividade, clima organizacional e rotatividade

Pesquisa da Gupy aponta que o burnout atinge empresas de todos os tamanhos
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  • Burnout é uma síndrome relacionada ao trabalho, com esgotamento extremo, distanciamento mental e redução da eficácia profissional; 4 em cada 10 profissionais apresentam algum risco psicossocial.
  • Os maiores índices de risco na faixa crítica ficam no varejo e atacado (10,79%), educação (9,87%), marketing, publicidade e comunicação (9,67%), hotelaria e restaurante (9,55%) e setor público/ONGs (9,14%).
  • O levantamento usa dados da base de pesquisas de engajamento da Gupy entre maio de 2025 e fevereiro de 2026; não mede a prevalência oficial, funciona como termômetro de risco por setor.
  • Fatores que elevam o risco incluem contato com o público, ritmo intenso, metas e jornadas irregulares; recomenda-se gestão de carga de trabalho, pausas, suporte emocional e segurança psicológica.
  • Mesmo em setores com percentuais menores, o tema pode estar subnotificado, ainda assim impacta clima, desempenho e rotatividade.

Em meio à crise de saúde mental no Brasil, pesquisas apontam burnout como um risco relevante para a produtividade e a sustentabilidade das empresas. A OMS define burnout como síndrome de estresse crônico no trabalho, com esgotamento, cinismo e menor eficácia profissional. A leitura do tema mudou ao se reconhecer o trabalho como fator central.

O estudo, desenvolvido pela Gupy a partir de dados de engajamento entre maio de 2025 e fevereiro de 2026, mostra que 4 em cada 10 profissionais apresentam algum indicativo de risco psicossocial. A pesquisa não revela prevalência oficial, mas indica condições organizacionais que elevam o desgaste.

Segundo o relatório, varejo e atacado, educação e marketing, publicidade e comunicação são os setores com maior frequência de respostas em faixa crítica de exaustão. Os percentuais variam entre 9,67% e 10,79%, refletindo ambientes com contato intenso com público, ritmo acelerado e jornadas irregulares.

A avaliação aponta que a gestão da carga de trabalho, pausas adequadas, suporte emocional e segurança psicológica são pilares para reduzir o burn out. Embora áreas como o setor financeiro apresentem números menores, o esforço precisa ser amplo para evitar subnotificações.

Setores com maior concentração de profissionais em faixa crítica

  • Varejo e Atacado: 10,79%
  • Educação: 9,87%
  • Marketing, Publicidade e Comunicação: 9,67%
  • Hotelaria e Restaurante: 9,55%
  • Setor Público / ONGs: 9,14%

Outros segmentos com risco relevante

  • Arte e Lazer: 8,38%
  • Serviços de Saúde: 7,15%
  • Consultoria: 6,04%
  • Indústria: 5,40%
  • Tecnologia e Software: 4,95%

Ainda conforme o levantamento, o mapa de risco varia conforme o porte da empresa e o tipo de atividade. O estudo também indica que sinais de exaustão aparecem antes de quedas de engajamento, afastamentos e rotatividade, sugerindo um alerta precoce para gestão organizacional.

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