- O documentário inédito “Anatomia do post” será exibido pela TV Globo nesta quarta-feira, dia 25, após o BBB.
- A produção acompanha famílias e mostra como o uso excessivo de celulares e redes sociais afeta crianças e adolescentes no Brasil.
- Manuella, 14 anos, tornou-se influenciadora com dois milhões de seguidores no TikTok e vive sob a pressão de manter a atividade nas redes.
- Melissa, 15 anos, desenvolveu baixa autoestima ao se comparar com Manuella; o filme também aborda impactos como rendimento escolar baixo e riscos como tentativas de suicídio e acesso a grupos de ódio em plataformas como Discord e Roblox.
- A diretora Eliane Scardovelli afirma que o objetivo é provocar reflexão sobre formas mais saudáveis de uso, sem demonizar a tecnologia.
O documentário inédito Anatomia do post chega à TV Globo nesta quarta-feira (25), exibido após o BBB. A produção acompanha meses de observação de famílias que lidam com dependência de internet, vício em jogos e pressão por engajamento nas redes.
A obra apresenta casos de crianças e adolescentes que vivem a partir de postagens. Entre as personagens está Manuella, aos 14 anos, que se tornou influenciadora com o apoio da mãe Ethienne, criadora de conteúdo, e hoje soma dois milhões de seguidores no TikTok.
Outra protagonista é Melissa, de 15 anos, cuja autoestima sofreu ao se comparar com Manuella e com padrões de comportamento presentes nas redes. Também aparecem os irmãos Enzo e Lucas, cuja escola foi impactada pelo uso excessivo do celular, além de relatos de tentativas de suicídio e de acesso a grupos de ódio em plataformas como Discord e Roblox.
A direção do documentário, conduzida por Eliane Scardovelli, afirma que o objetivo não é demonizar a tecnologia, mas provocar reflexão sobre usos mais saudáveis. A narradora indica que adolescentes são particularmente vulneráveis a efeitos da exposição, pelos estágios de formação de seus cérebros.
Contexto e perspectivas
Conforme a equipe de produção, o filme mostra, de forma prática, os efeitos do uso descontrolado de celulares sem supervisão. As gravações revelam camadas profundas dos impactos na saúde mental, no rendimento escolar e nas relações familiares, sem passado de julgamentos.
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