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Por que gatos não devem sair de casa, segundo a ciência

Nova revisão aponta que gatos que saem de casa têm expectativa de vida menor, com riscos de atropelamentos, intoxicações e doenças

Fotografia de um gatinho laranja andando na rua.
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  • Uma revisão publicada na Global Ecology and Conservation aponta que gatos que saem de casa vivem de dois a três anos a menos e podem morrer até dez anos antes do esperado, em comparação aos que ficam internos.
  • Entre os riscos estão atropelamentos, intoxicações, quedas, brigas com outros animais e doenças infecciosas; estudos mostraram que, em Nova Zelândia, 32 por cento dos gatos cruzaram ruas em noventa dias de monitoramento, e nos Estados Unidos quase metade dos animais testemunhados atravessou vias em um ano.
  • Atropelamentos são uma das principais causas de morte, especialmente entre gatos com menos de cinco anos; gatos não castrados tendem a caminhar mais e ter maior exposição ao risco.
  • Fora de casa, gatos podem se intoxicar com substâncias ilícitas ou venenos de roedores; no Brasil, mais de cinco por cento das mortes de gatos são causadas por intoxicações, e estudos internacionais registram casais de casos de envenenamento entre filhotes e adultos.
  • Doenças infecciosas, como FeLV (vírus da leucemia felina) e FIV (vírus da imunodeficiência felina), podem ser transmitidas pelo contato entre gatos de rua; no Brasil, FeLV atinge cerca de 12,5 por cento dos gatinhos, e ambas as doenças são incuráveis.
  • A orientação é manter o gato em casa, com passeios supervisionados na coleira ou atividades lúdicas dentro do ambiente doméstico, para evitar riscos e preservar a saúde do animal.

Pouco se sabe sobre a relação entre gatos domésticos e a vida fora de casa. Uma revisão recente examina os riscos enfrentados por felinos que saem desacompanhados, mapeando envenenamentos, atropelamentos, doenças e violência. O estudo é publicado na revista Global Ecology and Conservation e envolve pesquisadores da Austrália.

A conclusão principal é de que gatos que circulam pela rua têm expectativa de vida menor, entre dois e três anos, em comparação aos que ficam em ambiente interno. A diferença pode chegar a 10 anos de diferença na longevidade total, com impactos permanentes à saúde e custos veterinários.

Além disso, o levantamento identifica diversos perigos: atropelamentos, quedas, brigas com outros animais e exposição a doenças infecciosas. Em estudos com câmeras acopladas a coleiras, dezenas de gatos foram monitorados para medir trajetos e comportamentos em ambientes urbanos e rurais.

Atropelamentos e lesões

Dados de pesquisas internacionais indicam que atropelamentos são um dos principais riscos. Em um estudo da Nova Zelândia, 32% dos gatos atravessaram ruas em 90 dias. Nos EUA, a taxa foi de 45% em um ano. Na Austrália, houve casos de fraturas graves e até perda de membros.

Em média, gatos cruzam vias várias vezes por dia, com estimativas diferentes conforme o método de monitoramento. Dados britânicos apontam atropelamento como principal causa de morte de filhotes até jovens adultos. No Brasil, acidentes de trânsito respondem por parte relevante das lesões, seguido de quedas.

Intoxicações e envenenamentos

Ao ar livre, qualquer substância pode oferecer risco. Estudos indicam que 25% dos gatos nos EUA e 59% dos neozelandeses exploraram ambientes externos sem supervisão, com ingestão ou contato potencial com venenos. Em pesquisas australianas, dois dos 55 gatos monitorados foram envenenados.

O consumo de venenos usados para controlar roedores é comum, especialmente entre filhotes e gatos não castrados. No Brasil, intoxicações correspondem a uma parcela relevante de mortes felinas ligadas à exposição externa.

Doenças infecciosas

O convívio com outros gatos aumenta o risco de doenças como FeLV (Leucemia Felina) e FIV (Imunodeficiência Felina). No Brasil, a FeLV atinge cerca de 12,5% dos gatos, e ambas as enfermidades são incuráveis, com impactos no sistema imunológico e na saúde geral.

O que fazer?

Especialistas recomendam evitar que gatos saiam sozinhos de casa. Passeios com coleira são uma alternativa, desde que supervisionados. Manter o ambiente interno ativo com brinquedos e espaços de escalada reduz o sedentarismo e problemas de saúde associados.

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