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Cuidar de pais idosos que não cuidaram de você: traumas e gatilhos

Cuidar de pais idosos com histórico conturbado gera culpa, tensões entre irmãos e impactos psicológicos duradouros para quem cuida

According to research, those with a history of parental abuse or neglect showed significantly more frequent depressive symptoms when providing care to their parent.
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  • Em 2016, Kathy, morando em Sydney, passou a cuidar da mãe idosa por cinco anos, viajando milhares de quilômetros para acompanhá-la até a morte da mãe, em 2022.
  • A relação entre elas era de críticas e silêncios, e Kathy ficou responsável por finanças e pela manutenção da casa, mesmo com apoio esporádico de uma outra irmã.
  • Especialistas apontam que vínculos difíceis e histórico de abuso ou trauma tornam o cuidado de idosos ainda mais complexo, com tensões entre quem dá e quem recebe cuidado.
  • Casos como os de Helen e Hannah ilustram como traumas de infância influenciam a forma de cuidar e as dificuldades emocionais, incluindo desgaste mental e necessidade de apoio profissional.
  • Pesquisas mostram que cuidadores com histórico de abuso ou negligência apresentam mais sintomas de depressão; muitos buscam psicoterapia para lidar com culpa, sofrimento e culpa ligada à obrigação familiar.

O que aconteceu: uma filha cuidou da mãe idosa por cinco anos após receber diagnóstico de câncer, mesmo sem relação afetuosa entre elas. A assistência incluiu viagens de milhares de quilômetros, internação hospitalar ao lado da mãe e a gestão das finanças, mantendo-a na casa até adoecer mais gravemente. A mãe faleceu em 2022.

Quem está envolvido: Kathy, uma consultora de negócios em Sydney, realizou o cuidado de longa duração. Ela teve apoio de uma irmã e enfrentou uma relação marcada por críticas, silêncios prolongados e conflitos herdados desde a infância. Em outras histórias apresentadas, Helen, obstetra, também lida com impactos de uma educação abusiva, e Hannah, funcionária pública, cuida do pai na fase de declínio.

Quando e onde ocorreu: o relato inicial remete a 2016, quando Kathy recebeu a notícia da doença da mãe. A distância entre Sydney e a cidade regional onde a mãe residia tornou o cuidado logístico e exigente, mantendo-se até o falecimento da mãe em 2022.

Por que ocorreu: o grupo de estudos aponta que o cuidado de pais idosos nem sempre é facilitado por vínculos positivos. Relações conturbadas, traumas, abuso ou distanciamento anterior podem intensificar tensões entre cuidadores e pacientes. A ideia tradicional de cuidado como norma pode mascarar abusos ou dinâmicas de décadas.

Como as nuances são analisadas: especialistas da UNSW Sydney destacam que as dificuldades aumentam quando há fraqueza cognitiva do idoso, depressão ou irritação decorrente do declínio. Em alguns casos, o cuidador enfrenta abusos passados que se repetem no presente, gerando culpa, vergonha e obrigações.

Aproximação com dados e impactos: estudos citados sugerem que adultos que enfrentam histórico de abuso ou negligência parental apresentam maiores sintomas depressivos ao cuidar do familiar idoso. Observa-se ainda tensão entre irmãos sobre responsabilidades e recursos, além de um peso emocional que pode impactar carreira e vida pessoal.

Casos de exemplos: Hannah, que cuidou do pai após um AVC, relata impacto emocional significativo e afastamento atual; o homem está em uma instituição de cuidados. Esse tipo de experiência reforça a complexidade de organizar cuidadores, serviços e suporte familiar.

Confiabilidade e reflexão institucional: pesquisadores enfatizam a necessidade de reconhecer que cuidar de pais problemáticos pode exigir apoio externo, como aconselhamento psíquico, redes de suporte e políticas que protejam o bem-estar do cuidador. Ações contínuas ajudam a lidar com culpa, trauma e responsabilidades.

Notas sobre o conteúdo: os nomes de alguns entrevistados foram alterados para preservar a privacidade. As informações destacam apenas dados observáveis sobre experiências de cuidado, sem julgamentos ou conclusões. Fontes citadas incluem estudos acadêmicos de universidades australianas.

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