- Estudo do Relatório Mundial da Felicidade indica que uso intenso de redes sociais pode reduzir o bem-estar de jovens, especialmente meninas.
- A Austrália foi o primeiro país a proibir redes sociais para menores de 16 anos, em dezembro, o que motivou outros países a acelerar medidas de restrição.
- Dados da Gallup e do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (OCDE) mostram associação entre uso intenso de redes e menor satisfação com a vida, sem relação causal comprovada.
- Meninas de quinze anos que passam mais de cinco horas por dia em redes sociais relatam menor satisfação com a vida do que aquelas que usam menos.
- Nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, a satisfação com a vida de jovens com menos de vinte e cinco anos caiu drasticamente na última década, enquanto o restante do mundo apresentou avanço.
O uso intenso de redes sociais pode estar ligado a queda no bem-estar de jovens, especialmente meninas, em países de língua inglesa. A constatação vem do Relatório Mundial da Felicidade, publicado nesta quinta-feira, 19, com base em dados de várias fontes e análises da Universidade de Oxford.
A Austrália já vem impondo restrições, tendo proibido redes sociais para menores de 16 anos em dezembro. Outros países anunciaram medidas para reduzir o acesso infantil às plataformas digitais, buscando entender impactos no bem-estar entre jovens.
Dados da Gallup, usados no estudo, foram combinados com informações do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes da OCDE e outras pesquisas. A equipe concluiu que o uso intenso de redes sociais parece reduzir a satisfação de vida entre jovens.
Contexto global
Entre meninas de 15 anos, quem usa plataformas mais de cinco horas diárias relatou menor satisfação com a vida em comparação com colegas que usam menos. Na audiência de jovens com menos de 25 anos, avaliações caíram drasticamente nos EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia na última década.
Ao contrário, jovens de outras regiões apresentaram melhoria média na mesma medida de tempo. Julie Ray, editora-chefe da Gallup, aponta que o suporte social é um dos indicadores mais fortes de bem-estar e pode explicar as diferenças regionais.
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