- Uma mulher morreu de sepse três dias após o parto em Sydney e a morte poderia ter sido evitada se a infecção urinária fosse diagnosticada, diz o inquérito do coroner.
- Gia Lam, natural de Vietnã, deveria ter tido serviço de intérprete durante atendimentos médicos no Fairfield Hospital, o que não ocorreu em momentos-chave.
- Houve oportunidades perdidas para diagnosticar a UTI: em 21 de janeiro, durante consulta, e ao ser internada para indução de parto em 31 de janeiro; em ambos os casos, o uso de intérprete foi inadequado ou ausente.
- Após o parto, a comunicação dificultada pela barreira linguística contribuiu para atraso no reconhecimento de piora clínica; a equipe de midwife não acionou serviço de ambulância prontamente.
- A causa de morte foi septicemia provocada por pielonefrite associada à cistite crônica; o inquérito abriu caminho para reforçar políticas de intérprete e de detecção de sintomas na região, incluindo diretrizes do Fairfield Hospital.
A mulher vietnamita-australiana Gia Lam morreu de sepse três dias após o parto, em Sydney, após não ter o diagnóstico de uma infecção urinária. A cirurgia de correção foi em Liverpool Hospital, após nascimento pela via instrumental. O inquérito aponta que a UTI poderia ter sido evitada com diagnóstico prévio.
O coroner do estado, Rebecca Hosking, concluiu que houve falha no atendimento entre Fairfield Hospital e a assistência domiciliar. Lam precisava de intérprete para se comunicar com a equipe médica, o que não ocorreu de forma sistemática.
Lam, que imigrou para a Austrália em 2010, tinha 32 anos e faleceu em 4 de fevereiro de 2019. O filho ficou aos cuidados de tios e tias na Austrália. O inquérito analisou a assistência pré-natal e pós-natal, incluindo visitas de uma parteira em casa.
Relatos indicam que houve uma oportunidade perdida para diagnosticar a UTI em 21 de janeiro, durante consulta no hospital, e outra durante a indução do parto em 31 de janeiro, quando um intérprete registrado foi utilizado. A morte ocorreu após a alta, com desfecho de sepse por pielonefrite.
No atendimento domiciliar, a dor no períneo em 2 de fevereiro não foi suficiente para detectar piora clínica. A comunicação foi dificultada pela barreira linguística, impedindo repassar informações de cuidado e dor. A equipe planejou nova avaliação sem intérprete.
Hospital local implementou mudanças após o caso, com políticas mais rígidas de uso de intérpretes. O objetivo é facilitar consentimento, avaliação de enfermagem e planejamento de alta. A correção também envolve protocolos de escalonamento de sinais de alerta.
Ao Liverpool Hospital, Lam chegou em estado crítico, com taquicardia e insuficiência respiratória. O inquérito indica que já havia deterioração clínica, o que pode ter limitado a eficácia de intervenções.
A conclusão aponta que a causa da morte foi sepse decorrente de pielonefrite aguda. A corregedoria afirma que práticas de intérprete foram fortalecidas nas diretrizes da Western Sydney Local Health District e do Fairfield Hospital.
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