Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Virginia Fonseca relata piora da enxaqueca após pausa no tratamento

Neurologista alerta que espaçar o tratamento de enxaqueca crônica agrava crises e interrompe a neuromodulação, reforçando a necessidade de seguir o cronograma clínico

Virginia Fonseca — Foto: Reprodução/Instagram
0:00
Carregando...
0:00
  • Virginia Fonseca relatou piora das enxaquecas após adiar o tratamento por quase um mês.
  • O neurologista Tiago de Paula afirma que a paciente tem enxaqueca crônica e que interromper o tratamento aumenta as dores.
  • O médico explica que a interrupção prejudica a neuromodulação, levando a piora das crises e perda de melhora já alcançada.
  • O tratamento costuma incluir toxina botulínica e medicamentos monoclonais Anti-CGRP, com objetivo de ensinar o cérebro a não sentir dor.
  • Fatores genéticos, hormonais e ambientais influenciam a doença, e hábitos de vida, alimentação e estresse também afetam a frequência e a intensidade das crises.

Após adiar o tratamento da enxaqueca por quase um mês, a influenciadora Virginia Fonseca, de 26 anos, relatou piora das dores nas redes sociais. Ela disse que acordava com dor de cabeça em dias em que não havia crises, e dormia com dor em dias seguintes.

Segundo o neurologista Tiago de Paula, especialista em Cefaleia pela EPM/UNIFESP, Virginia é uma paciente grave com enxaqueca crônica. O espaçamento do tratamento tende a intensificar as crises e piorar o quadro.

Ele destaca que a doença é crônica e genética, exigindo um cronograma de tratamento para manter a qualidade de vida. O acompanhamento da equipe médica envolve toxina botulínica e, quando cabível, anti-CGRP.

Entenda o tratamento e o impacto na qualidade de vida

O médico explica que o objetivo é desfazer um caminho de dor que o cérebro aprendeu. A neuromodulação busca reduzir a sensibilidade à dor e melhorar a resposta a medicamentos.

Quando o tratamento é interrompido ou espaçado, ocorre perda dessa neuromodulação e a piora das dores costuma ser observada nos meses seguintes, aponta o especialista.

A enxaqueca também compromete a sensibilidade à luz e ao barulho, náuseas, tontura, sono, atenção e memória. Fatores hormonais, como o estrogênio, influenciam a prevalência em mulheres.

Fatores que influenciam as crises e recomendações

Além da genética, o ambiente tem papel relevante. Estresse, sono irregular e vida intensa aumentam a frequência de crises. Alimentos estimulantes podem elevar a hiperexcitabilidade cerebral e piorar os sintomas.

O tratamento recomendado é global e integrado, incluindo mudanças no estilo de vida, orientação nutricional e apoio psicológico. A toxina botulínica está entre as estratégias de primeira linha para reduzir a sensibilidade da dor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais