- Equipes de resgate iranianas em Teerã atuam sob o risco de ataques secundários, enquanto EUA e Israel prosseguem com ataques na cidade.
- Mais de 1.300 pessoas morreram nos bombardeios, e trabalhadores da Cruz Vermelha Iraniana relatam trauma ao retirar crianças mortas dos escombros.
- Um voluntário com 13 anos de atuação na organização disse que as mãos tremem, e que há problemas de sono e alimentação entre os resgatistas.
- Resgates ocorrem diariamente, com entre duas e dez chamadas por dia desde o início da guerra, e familiares chegam aos locais buscando entes queridos.
- Navvab Shamspour, chefe da Cruz Vermelha, afirmou que há precauções e que a equipe atua assim que ouve aviões, mesmo diante do risco de novos ataques em áreas já atingidas.
Teerã viveu mais uma rodada de ataques aéreos no contexto da ofensiva iniciada pelos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro. As forças de resgate iranianas enfrentam o risco de novos ataques durante o trabalho de socorro, enquanto ajudam vítimas e lidam com traumas decorrentes do cenário de destruição.
Segundo a Red Crescent Iraniana, mais de 1.300 pessoas morreram nos ataques no país. Resposta dos bombeiros e socorristas segue de forma contínua, com equipes em alerta a cada novo estrondo, e chamadas de missão que variam entre duas e dez por dia desde o início do conflito.
Voluntários com décadas de atuação relatam impactos psicológicos severos. Um agente com 13 anos de serviço descreveu dificuldade para dormir e manter a alimentação, citando o estresse extremo entre as equipes de resgate. Autoridades destacam que o trabalho envolve lidar com famílias em estado de choque.
Resgate sob pressão
Em o desmoronamento de um bloco residencial no distrito Resalat, leste de Teerã, restou apenas a estrutura de concreto entre carros destruídos e escombros. Técnicos retiram objetos como brinquedos e fotos, enquanto sirenes e aviões sobrevoando forçam a retirada rápida dos resgatistas para área segura.
Apoio às famílias no local complica o trabalho dos socorristas. Quando chegam, equipes são cercadas por parentes à procura de desaparecidos, o que aumenta o peso emocional das operações. Um voluntário descreveu que a expectativa de encontrar corpos, mesmo sem confirmação de sobreviventes, é comum entre os familiares.
A operação também envolve o monitoramento de ataques seguintes, com a equipe de resgate recebendo orientação para agir rapidamente assim que surgem riscos adicionais. O esforço exige coordenação entre salvamento, segurança e assistência às vítimas e seus familiares.
Contexto da crise
Desde o início da ofensiva, autoridades locais relatam ataques contra escolas e infraestrutura, contribuindo para o saldo de vítimas. O governo iraniano afirma ter responsabilizado as ações contra alvos militares, enquanto o conflito se estende pela região. A Red Crescent informa que a resposta humanitária permanece prioritária, diante do volume de danos.
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