- Estudo da Education Policy Institute com 8 mil famílias na Inglaterra mostra que 75% de bebês de nove meses têm tempo diário de tela, com média de 41 minutos e 2% assistindo mais de três horas por dia.
- No total, 72% tiveram pelo menos algum tempo em tela aos nove meses, e 28% não tiveram.
- Bebês sem irmãos têm maior probabilidade de terem tempo de tela (80%); entre os que têm quatro ou mais irmãos, esse percentual cai para 57%.
- Em famílias monoparentais, a média de tela foi de 47 minutos por dia; em lares com dois pais foi de 39 minutos; diferenças por educação e renda não foram significativas.
- O grupo de uso intenso (> três horas diárias) teve menor participação em atividades de enriquecimento, como leitura, cantar ou passeios; o governo anunciará orientações sobre uso de telas para crianças de até cinco anos.
O estudo da Education Policy Institute (EPI) aponta que cerca de 75% dos bebês de nove meses na Inglaterra têm tempo de tela diário, com média de 41 minutos. Um grupo pequeno, definido como uso intenso, consome mais de três horas por dia. As informações são provenientes de 8 mil famílias envolvidas no estudo Children of the 2020s.
A pesquisa indica que 72% dos bebês já tiveram algum contato com telas aos nove meses, enquanto 28% não tiveram. A presença de irmãos influencia o hábito: 80% dos bebês sem irmãos assistem a telas, ante 57% daqueles com quatro ou mais irmãos.
Crianças sem irmãos costumam expor os bebês a mais tempo de tela, comparado aos que vivem com dois pais. Diferenças por educação dos pais e renda não mostraram variação significativa no uso de tela entre os grupos.
O que mudou na compreensão sobre o tema
O estudo reforça que o tempo de tela não precisa ser visto como inimigo da infância ativa. Pesquisadores ressaltam a importância de compreender como as telas são usadas, especialmente em atividades interativas com adultos, em vez de apenas reduzir minutos.
Implicações e próximos passos
Especialistas destacam que famílias podem usar dispositivos digitais para apoiar o desenvolvimento e o vínculo com o bebê. A pesquisa sugere foco em qualidade e contexto do uso, não apenas na duração, para orientar políticas públicas.
Entre na conversa da comunidade