- A terapeuta propôs a regra de “No Worry Time” a partir das 6.30pm, até o próximo dia, para reduzir a ansiedade.
- Inicialmente a paciente conseguiu manter as preocupações fora por horas, progredindo de 8pm para 10.30pm e, depois, até a manhã seguinte.
- O tratamento combinou terapia com hábitos de vida, como alimentação, sono, exercícios e menos pressa no dia a dia.
- Em cerca de dezoito meses, ela se sentiu pronta para seguir sem o acompanhamento, mantendo os ganhos obtidos.
- A experiência a inspirou a ver a vida como zona sem preocupação, lembrada por um cartaz visto em Bangkok.
A ansiedade de uma vida acelerada pode colocar a rotina à prova. No segundo semestre de 2011, uma diretora de projetos viveu um período de estresse no trabalho, problemas familiares e saudade do pai falecido. Mesmo mantendo atividades, a ansiedade passou a dominar pequenas decisões.
Além de tentar manter-se ocupada, ela buscou apoio profissional após indicarções de uma amiga. A terapeuta, uma profissional norueguesa, trouxe um ambiente tranquilo que favorecia o diálogo. O tratamento combinou conversa terapêutica com orientações práticas para lidar com a ansiedade.
A regra do 6h30
Durante uma sessão, a terapeuta apresentou a regra: a partir das 18h30 até a manhã seguinte, nenhuma preocupação seria permitida. A ideia era dar descanso ao cérebro e permitir que outras partes da pessoa voltassem a funcionar.
Inicialmente, a paciente teve dúvidas sobre a eficácia da estratégia. Mesmo assim, tentou aplicá-la, registrando pequenas vitórias ao conseguir adiar os pensamentos ansiosos para as 20h ou 22h. Com o tempo, passou a estender o período até a manhã seguinte.
A terapeuta explicou que a ansiedade funciona como um tipo de assédio interno que precisa ser contido. Com prática, o método ajudaria a reduzir a permeabilidade entre estados de humor e permitiria a recuperação de padrões de sono, alimentação e atividade física.
Resultados e desdobramentos
Após semanas de aplicação, a paciente percebeu queda da oscilação emocional e maior clareza para atividades diárias. Em cerca de 18 meses, ela indicou estar preparada para seguir sem a supervisão constante do tratamento, ressaltando a combinação entre terapia e hábitos saudáveis.
Pouco tempo depois, durante uma viagem a Bangkok, ela viu uma faixa que dizia no worry zone. A experiência reforçou a percepção de que é possível estabelecer limites para a ansiedade e retomar o controle da própria vida, sem abrir mão de cuidados básicos.
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