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Estudo aponta uso de contenção e sedação de demência em hospitais da Inglaterra

Estudo em nove enfermarias da Inglaterra revela que pacientes com demência sofrem restrições no hospital, com rails erguidos, portas bloqueadas e sedação sem consentimento

Up to 50% of all acute hospital admissions are patients who are also living with dementia, according to government figures.
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  • Estudo mostra que pacientes com demência recebem contenção e sedação não consentida em hospitais da Inglaterra, prática considerada rotina em alas de atendimento.
  • A pesquisa acompanhou 225 dias de observação etnográfica em nove enfermarias do Serviço Nacional de Saúde (NHS) e realizou mais de mil entrevistas com profissionais de saúde.
  • Práticas restritivas incluem cabeceiras com grades erguidas, portas e passagens bloqueadas por móveis, comandos verbais para ficar sentado ou voltar à cama e sedação sem consentimento.
  • Muitos funcionários não enxergam esses procedimentos como restritivos, por serem usados de forma constante e considerada necessária para a segurança.
  • O relatório recomenda alternativas, como caminhadas assistidas e cuidado pessoal, para reduzir o uso de contenção e sedação.

A primeira análise de seu tipo revela que pacientes com demência recebem restrições e sedação não consentida em hospitais da Inglaterra. O estudo examinou práticas no leito, como rails elevados, portas bloqueadas e caminhos obstruídos por móveis, além de comandos verbais para ficar sentado ou voltar à cama. Também aponta intervenções físicas como sedação não consentida.

A pesquisa foi conduzida por acadêmicos da University of West London, envolvendo observação ethnográfica de 225 dias em nove enfermarias do NHS, além de mais de 1.000 entrevistas com profissionais de saúde. Os resultados indicam que essas práticas estão enraizadas no cuidado cotidiano.

Além disso, o relatório aponta que muitos profissionais não veem tais práticas como restritivas, pela repetição no ambiente hospitalar. Questiona-se como cuidar de pessoas com demência sem riscos para si ou para terceiros sem recorrer a esses métodos.

Entre as estatísticas, estimativas governamentais indicam que até metade das admissões agudas envolvem pacientes com demência. Muitas internações ocorrem após quedas ou outras doenças, levando a cuidados hospitalares prolongados.

Mudanças no tema: impactos e recomendações

O estudo associa impactos negativos a essas práticas, incluindo maior agitação, angústia e desejo de deixar a enfermaria entre os pacientes. Um entrevistado com demência vascular relatou confinamento ao leito e dificuldade de ir ao banheiro.

Para reduzir o uso de restrições, o relatório recomenda alternativas como caminhadas assistidas, apoio na higiene pessoal e conversas para engajar os pacientes. A ideia é manter a segurança sem limitar a autonomia.

Paul Edwards, da Dementia UK, destaca que o cuidado de pessoas com demência em hospitais é variável e pode ficar aquém do esperado. O grupo ressalta a necessidade de reconhecimentos das necessidades dos pacientes.

Um porta-voz do NHS England afirmou que pessoas com demência devem ser tratadas com dignidade e que as práticas restritivas devem ser recurso último. A entidade também disse que há orientações e treinamentos disponíveis aos profissionais.

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