- Estudo de especialistas afirma que políticas do segundo mandato de Donald Trump podem aumentar doenças pulmonares e mortes prematuras, abrangendo acesso à saúde, regulação ambiental, proteção no trabalho e adesão a vacinas.
- O pacote conhecido como One Big Beautiful Bill Act (OBBBA) cortou mais de US$ 1 trilhão de programas de saúde, potencialmente afetando Medicaid, vacinação e tratamentos de emergência.
- O texto aponta rollback de padrões de poluição como fatores que podem elevar casos de asma e internações por doenças respiratórias.
- Medidas adicionais incluem atraso de projetos de energia limpa, manutenção de usinas movidas a combustíveis fósseis e tentativa de reduzir a autoridade da Califórnia sobre venda de veículos elétricos, com impactos ambientais.
- Outros riscos citados envolvem atrasos em proteções no trabalho para trabalhadores expostos a sílica, cortes na CDC e FDA e menor adesão a vacinas, com efeitos desproporcionais em comunidades negras e crianças.
O que houve: um estudo técnico, publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, aponta que as políticas adotadas no segundo mandato de Donald Trump devem elevar os índices de doenças pulmonares e mortes precoces. A análise avalia 10 áreas, como acesso à saúde, regulação ambiental, proteção ocupacional e adesão a vacinas.
Quem está envolvido: a pesquisa foi conduzida por especialistas em pulmologia e saúde pública, liderados pelo médico Adam Gaffney, da Harvard Medical School, com colaboração de pesquisadores de instituições ligadas à saúde pública. Desai, porta-voz da Casa Branca, foi citado pelo governo.
Quando e onde: a avaliação cobre ações implementadas nos Estados Unidos ao longo do segundo mandato de Trump e foi publicada neste período recente em revistas científicas especializadas. O foco é o impacto potencial no país, onde a saúde pulmonar é uma prioridade pública.
Por que importa: o estudo sustenta que as medidas, combinadas, podem aumentar casos de doenças respiratórias, agravar enfermidades existentes e reduzir o acesso a tratamentos. Os autores alertam para impactos em crianças e adultos, destacando riscos de mortes evitáveis nos próximos anos.
O que pode piorar: cortes em programas de saúde, conforme a proposta do pacote fiscal de ações denominado OB BBA, teriam reduzido mais de US$ 1 trilhão de investimentos em saúde. A consequência seria menor cobertura do Medicaid e menor acesso a vacinas, tratamentos de emergência e medicamentos.
Como as políticas afetam o ar: o relatório aponta que, além dos cortes, houve flexibilizações de normas ambientais sobre partículas finas, mercúrio e emissões veiculares, com possível aumento de novos casos de asma e internações por doenças respiratórias.
Quais são os impactos potenciais: pesquisadores citam que mudanças em políticas energéticas podem elevar a poluição do ar, com efeitos possivelmente irreversíveis sobre a saúde pulmonar. Especialistas ressaltam a necessidade de priorizar a saúde pública em políticas federais.
Quem mais pode sofrer: o estudo destaca que populações vulneráveis, especialmente trabalhadores em minas e comunidades negras, podem enfrentar maiores riscos de asma e doenças respiratórias, devido a políticas de proteção e saúde pública mais fracas.
O que dizem as autoridades: a equipe de pesquisa compara ações federais a uma priorização de ganhos econômicos de poluidores em detrimento da saúde respiratória. Autoridades do setor de saúde pública destacam a urgência de reverter ou moderar as mudanças para proteger crianças e adultos.
Contexto adicional: a pesquisa ressalta que cortes de financiamento ao CDC e à FDA, bem como atrasos em projetos de energia limpa, podem agravar a exposição a poluentes e reduzir programas de cessação de tabagismo e vacinação.
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