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China aprova dispositivo médico com interface cérebro-computador

China aprova, pela primeira vez, dispositivo de interface cérebro-computador com luva conectada a implante cerebral para uso comercial, visando recuperar movimentos das mãos

Ensaios clínicos indicam melhora na capacidade de agarrar e na qualidade de vida dos pacientes
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  • A Administração Nacional de Produtos Médicos da China aprovou a venda de um sistema de interface cérebro-computador invasivo, da Borui Kang Medical Technology, a primeira aprovação mundial para uso comercial de BCI.
  • O dispositivo usa uma luva conectada a um implante cerebral com implantação extradural minimamente invasiva e tecnologia sem fio, visando restabelecer movimentos das mãos em pessoas com tetraplegia.
  • Pessoas elegíveis têm entre 18 e 60 anos, lesão na medula com pelo menos um ano, estabilidade de seis meses e capacidade prejudicada de agarrar, mas com alguma função do braço.
  • A aprovação reflete a prioridade dada pela China a BCIs como indústria do futuro, com expectativa de uso público em três a cinco anos.
  • Ensaios clínicos indicam melhora na capacidade de agarrar e na qualidade de vida dos pacientes.

O órgão regulador de medicamentos da China aprovou, nesta sexta-feira, a venda de um sistema de interface cérebro-computador (BCI) que recupera a capacidade de movimento das mãos. Trata-se da primeira aprovação mundial de um dispositivo BCI para uso comercial.

A tecnologia, produzida pela Borui Kang Medical Technology, com sede em Xangai, visa ajudar pessoas com tipos de paralisia a restabelecer movimentos e comunicação. O sistema utiliza uma luva conectada a um implante cerebral para permitir agarrar objetos.

A aprovação ocorre em meio a um contexto de foco governamental em BCI, que o regulador descreveu como prioritário. O tema foi destacado no plano quinquenal recente, que incluiu o setor na lista de “indústria do futuro”.

Detalhes técnicos e elegibilidade

O dispositivo é invasivo, com eletrodos inseridos diretamente no cérebro, usando implantação extradural minimamente invasiva e tecnologia sem fio. A aprovação ocorreu em meio a expectativas de uso público prático em dois a cinco anos, conforme especialistas ouvidos pela Reuters.

Pacientes elegíveis devem ter entre 18 e 60 anos, apresentar lesão medular cervical específica, diagnóstico há pelo menos um ano e estar estáveis por seis meses após o tratamento padrão. Além disso, precisam não conseguir agarrar com as mãos, mas manter alguma função do braço.

Os ensaios clínicos apontaram melhoria significativa na capacidade de agarrar, com ganhos que também impactaram a qualidade de vida dos participantes, segundo o órgão regulador.

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