- O ministro da Saúde, Zubir Ahmed, relata aumento de abusos islamófobos e admite às vezes não ler os comentários nas redes sociais, mas relembra um post sobre uma cirurgia de transplante que ganhou viralização.
- O parlamentar, um dos dois muçulmanos no governo, disse que os ataques pioraram nas últimas décadas e que houve uma nova mudança no Overton window em relação a identidade e raça nos últimos nove meses.
- Ahmed afirmou ao Guardian que a definição de hostilidade anti‑muçulmana anunciada pelo governo pode representar um ponto de virada e melhorar a vida de muçulmanos e de suas famílias no país.
- A definição envolve atos criminosos motivados pela religião, estereótipos prejudiciais e discriminação ilegal, e foi lançada junto com um plano de ação para fortalecer a coesão social.
- Críticos, como o Partido Conservador, contestedaram que a definição é ampla demais e pode criar uma “lei de blasfêmia de porta dos fundos”; o ministro disse que a linguagem é o diagnóstico correto da islamofobia.
O Ministério da Saúde do Reino Unido anunciou uma definição de hostilidade anti-islâmica, apresentada junto a um plano de ação para fortalecer a coesão social. A mudança ocorre após relatos de aumento de agressões e abusos direcionados a muçulmanos.
Zubir Ahmed, deputado e secretário parlamentar de inovação e segurança em saúde, comenta que recebeu mensagens de ódio nas redes após uma cirurgia de transplante realizada no Natal. Ele relata que as ofensas foram desequilibradas e repetidas.
O anúncio, feito nesta semana, propõe reconhecer atos criminosos motivados pela religião e atitudes discriminatórias como parte do problema. A definição também aborda estereótipos prejudiciais ligados ao Islamismo.
Definição e impactos
A nova definição enfatiza que hostilidade anti-musulmana envolve ações criminais, discriminação e estereótipos prejudiciais mantidos por preconceitos. O governo acrescenta um plano para fortalecer a coesão social.
Ahmed afirma que a medida é um marco, ao reconhecer a existência do problema e validar a presença dos muçulmanos no país. Ele ressalta que mudanças no debate público são necessárias para a proteção de cidadãos.
Segundo críticos conservadores, a definição é ampla demais e pode abrir caminho para debates controversos sobre liberdade de expressão. O governo sustenta que o foco é combater a discriminação.
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