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80,6% dos municípios brasileiros não registram hanseníase em menores de 15 anos

Brasil avança na interrupção da transmissão da hanseníase: 80,6% dos municípios não registraram casos em menores de quinze anos em 2024

Foto: Zeca Miranda/MS
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  • Em 2024, 80,6% dos municípios (cerca de 4,4 mil) não registraram casos novos de hanseníase em menores de quinze anos, principal indicador de interrupção da transmissão.
  • O avanço reduz a partir de 73,1% em 2019, fruto de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento oportuno, com apoio do Ministério da Saúde, estados e municípios; foram investidos mais de R$ 21,3 milhões em pesquisas e tecnologia voltadas à doença.
  • A meta da Estratégia Nacional para Enfrentamento da Hanseníase 2024–2030 é interromper a transmissão em 4,8 mil municípios até 2030, o que corresponde a 87,5% do país.
  • Entre 2022 e 2024, o total de diagnósticos aumentou 42%, com a detecção por exames de contatos subindo de 9,6% para 13,3%.
  • Foram distribuídos mais de 325 mil testes rápidos, capacitados 4,7 mil profissionais de saúde, e atendimentos relacionados à hanseníase chegaram a 194 mil em 2024 (contra 140 mil em 2022); em 2025, houve distribuição de 3,4 milhões de medicamentos, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia.

O Brasil avançou na redução da transmissão da hanseníase. O número de municípios sem casos novos em menores de 15 anos subiu de 73,1% em 2019 para 80,6% em 2024, aproximadamente 4,4 mil cidades. O indicador reflete interrupção da transmissão por cinco anos consecutivos.

Esse progresso resulta do fortalecimento de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento oportuno, com atuação conjunta de Ministério da Saúde, estados e municípios. O governo destinou mais de R$ 21,3 milhões a pesquisas e projetos ligados à doença.

A confirmação foi apresentada na Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase, no Rio de Janeiro, em 12 de março, que reúne gestores, especialistas e sociedade civil para discutir metas até 2030. O evento segue até 14 de março.

Avanços e metas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou retomada da busca ativa de casos, suspensa durante a pandemia, e a expansão do diagnóstico. Ele ressaltou a importância de ampliar a oferta de testes e a adesão ao tratamento.

Indicadores de saúde e atuação

Segundo a Estratégia 2024–2030, a meta é interromper a transmissão em 4,8 mil municípios até 2030, correspondentes a 87,5% do país. A contagem considera ausência de casos em crianças por cinco anos.

Dados operacionais recentes

A conferência foi organizada em parceria com a Secretaria Estadual de Rio de Janeiro e a Fundação Nippon – Projeto Sasakawa, reunindo cerca de 350 participantes. O regional OPAS também participou das discussões.

Impacto e continuidade

Entre 2022 e 2024, diagnósticos aumentaram 42%. A detecção por meio de exame de contatos subiu de 9,6% para 13,3%. O Ministério distribuiu mais de 325 mil testes rápidos e treinou 4,7 mil profissionais de saúde.

Acesso ao tratamento e vigilância

Atendimentos relacionados à hanseníase cresceram de 140 mil em 2022 para 194 mil em 2024. Pacientes em tratamento passaram de 22,3 mil para 27,4 mil. Em 2025, houve distribuição de 3,4 milhões de medicamentos, incluindo PQT.

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