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Mpox não é crise nacional, mas reforço na vacinação de grupos prioritários

Mpox não é crise nacional, mas exige reforço na vacinação de grupos prioritários para reduzir quadros graves e a transmissão

Um paciente mostra a mão com uma ferida causada por uma infecção pelo vírus da mpox, na área de isolamento para pacientes com a doença no hospital Arzobispo Loayza, em Lima, Peru.
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  • Brasil tem 140 casos confirmados de Mpox em 2026, além de nove prováveis; não há registro de mortes até o momento.
  • Em distribuição por estados, São Paulo lidera com 93 casos; Rio de Janeiro tem 18, Minas Gerais e Rondônia, 11 cada.
  • Especialista destaca que o cenário está relacionado à nova cepa identificada em 2025; não há indicação de repetição do surto de 2022.
  • Grupos prioritários para vacinação antes da exposição: pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP e profissionais de laboratório que trabalham com orthopoxvírus; também é indicada vacina após exposição de alto ou médio risco.
  • Governo afirma que não há crise e o Sistema Único de Saúde está preparado; 33,6% dos casos ocorreram com coinfecção por HIV e 20,9% com ISTs, e há insuficiência de vacinas para todos.

O Brasil registra 140 casos confirmados de Mpox em 2026, com mais nove diagnósticos prováveis, segundo o Ministério da Saúde. Não houve mortes até o momento.

A doença está concentrada principalmente em São Paulo (93 casos confirmados ou suspeitos), seguido por Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Rondônia (11). Demais estados não chegam a quatro casos.

Especialista afirma que elevação de diagnóstostos não configura alerta nacional e relaciona o comportamento da doença à nova cepa identificada em 2025 pela OMS, com maior circulação em polos de chegada de pessoas, como a capital paulista.

A médica aponta que não deve haver repetição do surto de 2022, quando houve mais de 11 mil casos e 17 mortes no país. Ela reforça a necessidade de manter doses de vacina para o público de maior risco de quadros graves.

Vacinação e estigmatização

O Ministério da Saúde definiu grupos prioritários para vacinação antes da exposição: pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP e profissionais de laboratório que lidam com orthopoxvírus. A imunização também é indicada para contatos diretos em casos de exposição de alto ou médio risco.

Entre os priorizados estão homens cis, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais e com contagem de CD4 baixa. A pasta reconhece lacunas e lembra que a disponibilidade de vacina é limitada, dificultando a imunização de todos.

Dados do ministério indicam que 33,6% dos casos ocorreram com coinfecção pelo HIV e 20,9% com outras ISTs, o que reforça a importância de proteção para grupos com maior risco de quadros graves.

A orientação é que qualquer pessoa pode contrair Mpox, não apenas os grupos prioritários. O Ministério reforça que o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar casos, mantêm vigilância ativa e avalia novas medidas, se necessário.

Transmissão, sintomas e tratamento

Mpox é vírus zoonótico transmitido por contato direto com pessoas infectadas, fluidos, secreções ou objetos contaminados. Sintomas comuns incluem febre, dor de cabeça, erupções na pele, linfonodos inchados e mal-estar.

O diagnóstico é, em grande parte, clínico, com confirmação adicional quando houver suspeitas. O isolamento é recomendado durante a fase de erupções, até a cura das feridas.

A principal forma de transmissão ocorre por contato próximo com lesões ou fluidos. O tratamento é de suporte, visando aliviar sintomas e prevenir complicações; não há medicamento específico aprovado para a Mpox.

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