- Mãe de uma criança de seis anos sobrevivente de câncer teme que mudanças na imigração, que entram em vigor em abril, atrapalhem a obtenção de residência indefinida e, com isso, o tratamento da filha.
- A menina, diagnosticada com neuroblastoma aos dois anos, já fez dois ciclos de quimioterapia e recebe atendimento no hospital Great Ormond Street, em Londres.
- A família veio de Togo em 2017; deveriam ter direito à residência indefinida no próximo ano, mas agora enfrentarão uma espera de 10 anos e novas dificuldades para vistos.
- A Praxis e órgãos trabalhistas acusam as reformas de punir famílias que precisam de apoio médico; deputados da oposição dizem que as mudanças criam insegurança; o governo diz que a reforma combate migração e custos para o erário.
- O Ministério do Interior não comentou o caso específico, mas afirmou defender que a residência depende de contribuição e do cumprimento das regras, destacando os custos de suporte público para quem não tem status estável.
A mãe de uma criança de seis anos que sobreviveu a um câncer teme que mudanças na imigração do Reino Unido prejudiquem o tratamento da filha. O anúncio de medidas a entrar em vigor no próximo mês pode atrasar ou impedir a concessão de residência indefinida para famílias já em situação crítica.
A menina, moradora de Londres, foi diagnosticada com neuroblastoma aos dois anos. Foram realizadas duas sessões de quimioterapia de alta importância, com cirurgia de remoção do tumor no quarto aniversário. Atualmente, ela recebe acompanhamento especializado no hospital Great Ormond Street.
A família chegou ao Reino Unido em 2017, vindos de Togo, com visto de trabalho do marido, que era diplomata, e ela trabalhava como profissional de limpeza. O casal esperava obter, no próximo ano, a residência indefinida após dez anos no país.
As mudanças, que passam a valer em abril, elevam o tempo de residência necessário para a concessão do status de settlement de cinco para 10 anos. Também dificultam o acesso a benefícios para quem depende de assistência social, aumentando o tempo de espera.
A Praxis, organização de apoio à família, disse que as medidas penalizam famílias que precisam de suporte durante crises médicas. A mãe, que teve que abandonar o trabalho para cuidar da filha, depende hoje de auxílios da assistência social, que podem ser revisados com as novas regras.
O caso ocorre em meio a críticas de parlamentares da oposição e a mobilizações de trabalhadores da área de saúde. Líderes trabalhistas afirmam que as mudanças podem deixar centenas de milhares de trabalhadores em situação de insegurança permanente.
O Ministério do Interior não comentou o caso específico, apenas reiterou que a reforma visa enfrentar o que chamam de migração sem precedentes. Segundo o governo, a reforma evita custos para os contribuintes e valoriza quem cumpre regras.
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