Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sofrimento masculino alimenta machosfera, mas não justifica misoginia

ONU Mulheres Brasil afirma que sofrimento masculino alimenta a machosfera, mas não justifica misoginia; defende saúde mental de meninos e cooperação entre governo, plataformas e sociedade

Cartazes denunciavam machismo e misoginia durante protesto em Campinas — Foto: Arquivo pessoal
0:00
Carregando...
0:00
  • Representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, afirma que o sofrimento masculino alimenta a machosfera, mas não justifica misoginia.
  • Ela defende criar espaços para meninos compartilharem inseguranças, com foco em saúde mental, educação emocional e modelos de masculinidade que não imponham controle sobre mulheres.
  • Palayret destaca a necessidade de cooperação entre governo, empresas e sociedade civil para conter conteúdos violentos contra mulheres nas redes.
  • Dificuldades para regular perfis são citadas, como facilidade de criar novas páginas após derrubadas e os interesses financeiros das big techs; propõe fortalecimento de marcos legais e educação digital.
  • O Brasil discute adaptar a Lei Modelo Interamericana para Violência Digital de Gênero e enfrenta recorde de feminicídios em 2025, com 1.470 mortes de mulheres.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, afirmou que o sofrimento masculino contribui para a circulação da chamada machosfera, mas não pode justificar misoginia. A ideia é promover saúde mental de meninos e educação emocional, evitando discursos de ódio.

Palayret ressaltou que a machosfera costuma oferecer uma promessa de cura que, na prática, gera isolamento, rigidez e hostilidade. Ela defende espaços de acolhimento e pertencimento para meninos, com modelos de masculinidade que não dependam do controle sobre mulheres.

Ela voltou a defender cooperação entre governo, empresas e sociedade civil para conter conteúdos violentos contra mulheres nas redes. Também aponta a dificuldade de regular perfis, já que novas páginas surgem quando uma é derrubada e há interesses econômicos nas big techs.

A advogada cita medidas como fortalecimento de marcos legais contra violência digital, maior transparência das plataformas e educação digital para reconhecer discursos de ódio. Outra linha é adaptar no Brasil a Lei Modelo Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital de Gênero.

Palayret sinalizou que o Brasil discute, com o governo, a aplicação dessa norma internacional, lançada pela OEA em 2025 para orientar leis contra crimes virtuais nas Américas. Dados oficiais indicam2025 teve recorde de feminicídios no país, com 1.470 mortes nesse tipo de crime.

Cooperação, regulação e educação

A atuação conjunta entre governo, setor privado e sociedade civil é apresentada como essencial para reduzir a misoginia online. O foco está em reforçar mecanismos de denúncia, transparência e educação para jovens sobre discursos de ódio.

Até o momento, não houve conclusão sobre mudanças legais específicas, mas há sinalização de avanços regulatórios para enfrentar violência de gênero no ambiente digital, com participação de organizações internacionais e autoridades nacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais