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Razões para os dentes voltarem a entortar após o tratamento com aparelho

Após o tratamento, a contenção é essencial para manter o resultado, pois a movimentação dentária pode continuar ao longo da vida

Fotografia de uma pessoa de aparelho sorrindo.
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  • Mesmo após o fim do tratamento, a dentição pode continuar a se mover ao longo da vida devido à remodelação óssea e a hábitos como ranger de dentes, o que torna essencial o uso da contenção para manter o resultado.
  • A contenção ajuda a manter os dentes na posição alcançada pelo aparelho, evitando recidiva e necessidade de retratamento.
  • O tempo de uso da contenção costuma ser o dobro da duração do tratamento, ou então enquanto o paciente desejar manter o sorriso alinhado ao longo da vida.
  • Embaixo, os dentes costumam ser mais instáveis, frequentemente recebendo contenção fixa (fio colado) por tempo indeterminado; em cima, pode-se usar contenções removíveis, com adaptação conforme o perfil do paciente.
  • Acompanhamentos escolares a cada seis meses ou pelo menos uma vez por ano ajudam a detectar desgastes ou descolamentos e, se necessário, realizar trocas; hábitos como roer unhas, bruxismo e higiene bucal deficiente também influenciam na estabilidade.

O que leva os dentes a voltarem a entortar após o uso de aparelho ortodôntico? O tratamento corrige o alinhamento, mas mudanças ao longo da vida podem alterar a posição dentária. A contenção, indicada após o fim do tratamento, é essencial para manter o resultado.

A remodelação óssea e o movimento dental continuam ao longo da vida. Crescimento na adolescência, envelhecimento, hábitos como ranger dentes e mudanças no tecido ósseo influenciam a posição dos dentes. Mesmo após a remoção do aparelho, pequenas movimentações podem ocorrer.

A raiz fica presa no alvéolo, sustentada por fibras elásticas. Quando o aparelho exerce força, ocorre remodelação óssea: um lado é reabsorvido, o outro forma osso novo. Por isso, a contenção impede que a movimentação continue, preservando o resultado obtido.

Conteúdo-chave sobre contenção

A contenção é fundamental para manter o que foi alcançado. O tempo de uso, segundo estudos, deve ser pelo menos o dobro da duração do tratamento, mas a prática clínica orienta usar enquanto for desejado manter o alinhamento.

Dentes inferiores costumam mostrar mais instabilidade por regras de mordida e raízes finas. Em muitos casos, recomenda-se contenção fixa na arcada inferior, com fio colado atrás dos dentes, por tempo indeterminado. Higiene adequada é crucial para evitar inflamação gengival.

Na arcada superior, a contenção tende a ser mais estável. Pode-se optar por contenções removíveis, como placas acrílicas ou modelos transparentes, usadas inicialmente em tempo integral e depois apenas para dormir. A escolha depende do perfil do paciente.

Fatores e acompanhamento

Recidiva é difícil de evitar por hábitos como roer unhas, bruxismo ou aperto dentário. Higiene bucal inadequada também pode contribuir, enfraçando estruturas de suporte.

O acompanhamento periódico da contenção é recomendado a cada seis meses ou pelo menos anualmente. Verificações ajudam a identificar desgastes ou descolamentos e orientar trocas. Em alguns casos, escaneamentos digitais monitoram pequenas mudanças na posição dentária.

Quando usar aparelho

Hábitos da infância influenciam a necessidade de aparelho. Uso prolongado de chupeta, mamadeira, respiração bucal ou dedo na boca são fatores relevantes. Em alguns casos, aparelhos interceptativos estimulam o crescimento ósseo para abrir espaço para os dentes permanentes.

Em situações em que a dentição permanente está próximo de concluir, entre 11 e 13 anos, podem ocorrer abordagens corretivas com aparelhos fixos ou alinhadores invisíveis para aprimorar posição, função mastigatória e higiene.

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