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Condado de LA registra queda nas mortes de moradores sem-teto em uma década

Los Angeles registra a primeira queda de mortes entre pessoas sem-teto em uma década, com 2.208 óbitos em 2024, queda de 10% e média diária superior a seis óbitos

A woman is administered a shot to help treat substance use disorder on 23 February in Los Angeles, California.
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  • Em 2024, o condado de Los Angeles registrou 2.208 mortes de pessoas sem-teto, a primeira queda na década na região mais populosa dos EUA.
  • A taxa de mortalidade caiu 10% em relação a 2023, com 300 mortes a menos no total daquele ano.
  • As overdoses continuam como principal causa, com 884 falecimentos (40% do total), uma queda de 21% em 2023 para 2024.
  • Também houve mortes por doença cardíaca coronária (314), acidentes de trânsito (232), homicídios (105) e suicídios (80), este último com aumento em relação a 2023.
  • A maioria das mortes não ocorreu em abrigos; apenas 25% estavam no sistema de manejo de casos, sugerindo alta proporção de pessoas sem-teto fora de serviços formais.

Mais de 2.200 pessoas em situação de rua morreram em 2024 no condado de Los Angeles, marcando a primeira queda de mortalidade neste grupo em uma década no maior condado dos EUA. O dado é divulgado pela Secretaria de Saúde Pública local.

O relatório de mortalidade envolvendo habitantes sem alocação está ligado a uma região com grave shortage de moradia acessível. Mesmo com a redução de óbitos, o condado aponta que a mortalidade entre pessoas sem-teto continua alta — mais de seis óbitos por dia em média.

Os números consideram mortes de todos os residentes em situação de rua, incluindo quem vive na rua e em abrigos. Em 2024 foram 2.208 óbitos, 300 a menos que em 2023, representando queda de 10% na taxa de mortalidade, segundo o levantamento.

Causas e tendências

As overdoses continuam sendo a principal causa de mortes entre pessoas sem-teto, com 884 óbitos em 2024, 40% do total. Ainda assim houve queda de 21% comparado a 2023, resultado atribuído a ações de prevenção, redução de danos e tratamento de saúde mental e uso de substâncias.

Doenças cardíacas somaram 314 mortes (14%), seguidas por mortes por trânsito (232, 11%), homicídios (105, 5%) e suicídios (80, 4%). Embora incidências de doenças cardíacas e homicídios tenham caído, óbitos por trânsito e suicídios aumentaram.

A maior parte das fatalidades no trânsito envolveu pedestres e ciclistas, com alta de 25%. O registro de suicídios subiu 21% em 2024, atingindo 80 mortes, o maior número da última década. O aumento ocorre mesmo com recuo no contingente de moradores sem-teto.

Um assessor da saúde pública afirmou que não há dados definitivos sobre quantas mortes ocorreram em ruas versus abrigos. Apenas 25% das mortes de 2024 envolveram pessoas cadastradas no sistema de manejo de casos, sugerindo maior parcela entre quem não teve contato recente com serviços.

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