- Pesquisa aponta aumento da violência de gênero em salas de aula no Brasil e alerta para impacto no aprendizado e na permanência escolar.
- Estudo com mais de 1,3 mil professores, realizado pela Serenas em parceria com o Plano CDE, mostra comportamentos desrespeitosos comuns no dia a dia escolar.
- Dados indicam 68% dos docentes já ouviram comentários sobre a aparência das alunas e 52% observaram tratamento desigual direcionado a meninas negras em atividades pedagógicas.
- A frequência desses episódios é alta: 31% dos professores relatam desrespeito ou agressão quase diário; 86% dizem que isso afeta a aprendizagem e a permanência das estudantes na escola.
- Em 2024, a Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro aponta que 90% de estudantes LGBTI+ sofreu agressões verbais, 34% violência física e 38% entre travestis e transexuais.
O ambiente escolar, que deveria oferecer segurança e desenvolvimento, é cenário de violência de gênero contra meninas e pessoas LGBTI+. Pesquisa realizada pela Serenas, em parceria com a Plano CDE, ouviu mais de 1,3 mil professores e aponta a violência como barreira real à aprendizagem no Brasil.
Ao longo do levantamento, comportamentos desrespeitosos aparecem com frequência. 68% dos docentes já presenciaram comentários constrangedores sobre a aparência das alunas, e 52% identificaram tratamento desigual direcionado a meninas negras em atividades pedagógicas.
A gravidade é destacada pela periodicidade dos episódios: 31% dos professores relatam desrespeito ou agressões quase diárias, situação que prejudica o desempenho escolar e a persistência das estudantes. O efeito na aprendizagem é afirmado por 86% dos entrevistados.
A pauta se aprofunda quando se analisa a diversidade. A Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro, realizada pela Aliança Nacional LGBTI+ e pelo Instituto Unibanco, revela índices alarmantes de hostilidade contra estudantes que fogem ao padrão tradicional.
Em 2024, 90% dos estudantes LGBTI+ disseram ter vivenciado agressões verbais; 34% sofreram violência física. Entre estudantes trans e travestis, o índice de agressões físicas chega a 38%, indicando vulnerabilidade maior nesse grupo.
Especialistas defendem que a resposta não é apenas ética, mas pedagógica. Sem ambiente acolhedor, o processo de ensino e aprendizagem é comprometido pelo medo e pela exclusão. A autoridade escolar precisa atuar ativamente para romper ciclos de violência e assegurar segurança dentro da escola.
Segundo Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco, a escola deve enfrentar o problema como agenda estratégica. Comentários sobre aparência, humilhações e agressões frequentes deterioram o ambiente de aprendizagem e dificultam a permanência das meninas na rede.
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