- Surge de uso de canetas emagrecedoras tem levado médicos a observar a agonorexia, um quadro ainda não oficial em que a perda de apetite é induzida por medicamentos como GLP‑1 e análogos.
- Os fármacos usados, como semaglutida (Ozempic, Wegovy, Rybelsus) e tirzepatida (Mounjaro), reduzem o apetite e aumentam a sensação de saciedade, quando indicados por médicos.
- O alerta é sobre uso sem indicação ou sem acompanhamento, que pode levar a danos graves, incluindo rápida perda de peso, náuseas e desvanecimento.
- Riscos citados: possibilidade de cálculos biliares, pancreatite e perda de massa magra sem acompanhamento nutricional e atividade física adequada.
- Recomendações: acompanhamento médico com titulação de dose, avaliação nutricional, programa de exercícios e triagem psicológica quando houver sinais de risco; evitar uso com finalidade puramente estética.
A prática de utilizar canetas injetáveis para emagrecimento ganhou notoriedade entre médicos brasileiros, que observam um quadro emergente: a agonorexia. O termo, importado dos EUA, descreve a perda de apetite induzida por remédios, ainda sem reconhecimento como diagnóstico oficial.
Os fármacos empregados são agonistas de GLP‑1 e análogos, como semaglutida (Ozempic, Wegovy, Rybelsus) e tirzepatida (Mounjaro). Eles atuam no cérebro para reduzir o apetite e aumentar a saciedade, facilitando a redução de peso sob indicação médica.
Especialistas alertam para o uso sem supervisão, que pode levar a danos graves. Estudos indicam variações na concentração de doses em versões manipuladas, aumentando efeitos adversos e riscos para a saúde.
Sintomas e riscos
A agonorexia ainda não tem critérios formais, mas clínicos observam sinais como perda de peso rápida, náuseas internas, fraqueza e isolamento social. Pacientes podem buscar a medicação de forma obsessiva.
A redução extrema de calorias pode favorecer cálculos biliares e, em casos mais graves, pancreatite. Há relatos de perda de massa magra, o que pode impactar a musculatura a longo prazo.
Abordagem clínica
A titulação gradual da dose, com acompanhamento médico, é essencial para reduzir efeitos adversos. Prescrição, monitoramento nutricional e exercícios ajudam a preservar a massa muscular.
A decisão sobre continuar, reduzir ou interromper o tratamento deve ocorrer de forma multidisciplinar, envolvendo endocrinologista, nutricionista e psiquiatra conforme o caso.
Profissionais destacam a importância de utilizar as canetas com foco em saúde, não estética. O diagnóstico e o tratamento devem acompanhar as diretrizes médicas e a evidência científica.
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