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Criadora da ferramenta australiana de avaliação de cuidados teme usá-la

Ex-integrante do grupo criador da ferramenta de avaliação de cuidado denuncia algoritmo simplista que pode subavaliar necessidades e pede supervisão humana

Lynda Henderson (right) with her partner, Veda Meneghetti. ‘We in the working group didn’t know the government were going to be using an algorithm to score each question and assign categories.’
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  • Lynda Henderson, integrante do grupo de especialistas que ajudou a desenvolver a Ferramenta de Avaliação Integrada (IAT) para assistência de cuidados, diz ter ficado com medo de utilizá-la por causa de um algoritmo que classifica respostas e determina os pacotes de financiamento.
  • Ela afirmou que o objetivo original era apoiar julgamentos clínicos, não um sistema automatizado de pontuação.
  • Reportagens anteriores mostraram críticas ao IAT após o governo ter removido a possibilidade de assistentes overrides quando avaliam necessidades de apoio domiciliar, levando a subestimativas de necessidades e financiamento inadequado.
  • Henderson relatou que o algoritmo foi introduzido após o desenvolvimento inicial, sem que os membros do grupo soubessem, e que a pontuação é excessivamente simples.
  • A Comissão ambiental (verídico: aqui manteremos apenas fatos) de saúde pública e representantes de partidos cobraram reinstalação da supervisão humana sobre o IAT, com perguntas sobre quem desenvolveu o algoritmo, como foi testado e quais metodologias foram usadas.

Uma designer que participou do grupo técnico responsável pela ferramenta de avaliação de cuidados para idosos está relutante em utilizá-la. Lynda Henderson, que integrou o comitê para desenvolver o Integrated Assessment Tool (IAT), afirma que nunca quis que necessidades fossem definidas por algoritmo.

Ela disse que ficou furiosa ao tomar conhecimento de que o governo implementou um algoritmo para classificar as respostas do IAT e atribuir escores. A categorização determina o pacote de financiamento disponível para cada pessoa. O questionário foi elaborado para apoiar o julgamento clínico dos avaliadores.

Os dados mostram que o IAT passou a ser um instrumento prescritivo, sem possibilidade de interferência pelo avaliador a partir de 1º de novembro. A implementação reduz variações entre estados e padroniza a elegibilidade para suporte domiciliar.

Henderson participou da criação do questionário desde o fim de 2020, buscando preservar nuances nas avaliações. Ela aponta que a ferramenta originalmente previa espaço para observações e ajustes manuais pelos avaliadores.

A desenvolvedora lamenta o uso de um esquema de pontuação considerado demasiado simplista. Segundo Henderson, o problema não está nas perguntas, mas no algoritmo aplicado às respostas para formar as categorias de necessidade.

O comentário público sobre o tema vem após críticas de trabalhadores e usuários do sistema de assistência domiciliar. Eles dizem que o algoritmo costuma subestimar necessidades, deixando pessoas com menos suporte.

O caso ganhou atenção depois que o governo retirou a possibilidade de que avaliadores contornassem resultados incorretos. A metodologia busca reduzir variações regionais, segundo documentos obtidos pela reportagem.

Além disso, autoridades externas, como a senadora verde Penny Allman-Payne, cobraram clareza sobre quem desenvolveu o algoritmo e qual método foi utilizado. Ela pediu a reativação da supervisão humana sobre o IAT e a possibilidade de ajustes manuais para evitar subalternate under-assessments.

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