- engenheiros do MIT desenvolveram “mini fígados” injetáveis formados por hepatócitos com microesferas de hidrogel, que podem servir como complemento ou alternativa à transplante de fígado.
- em camundongos, as células injetadas permaneceram viáveis por pelo menos oito semanas e produziram enzimas e proteínas típicas do fígado.
- as microesferas ajudam as células a formar uma glândula estável e a se conectar rapidamente à circulação do hospedeiro, com monitoramento por ultrassom.
- os implantes foram criados em tecido adiposo (perigônada) e, no futuro, podem ser entregues em locais como baço ou próximo aos rins, desde que haja espaço e vasos sanguíneos.
- a terapia pode atuar como alternativa à cirurgia ou como ponte para transplante, mas pode exigir imunossupressores; pesquisasbuscam células “furtivas” que evitem o sistema imune ou entrega local de imunossupressores.
O MIT publicou o estudo de células do fígado que podem funcionar como “mini fígados” injetáveis. A ideia é fornecer funções hepáticas ao corpo sem cirurgia de transplante. A pesquisa ocorreu em modelos de camundongos e foca em aliviar a escassez de doadores.
Paralelamente aos hepatócitos, foram utilizadas micropartículas de hidrogel que ajudam as células a permanecerem unidas e a formar uma rede vascular. Esse “nicho” celular facilita a sobrevivência e a integração com o organismo hospedeiro.
Os experimentos mostraram que as células injetadas permaneceram viáveis por pelo menos dois meses e produziram enzimas e proteínas típicas do fígado. As estruturas formadas funcionaram como suporte adicional às funções hepáticas.
Progresso técnico e aplicações potenciais
A técnica envolve injeção guiada por ultrassom, com a mistura de células e micropartículas. O objetivo é criar sítios implantáveis que se conectem rapidamente à circulação do hospedeiro.
Em camundongos, os mini fígados, localizados no tecido adiposo abdominal, desenvolveram vasos sanguíneos próximos às células. Isso favoreceu a entrega de nutrientes e a manutenção da função hepática.
Perspectivas e disponibilidade futura
Os pesquisadores veem a possibilidade de usar os minifígados como ponte para transplante ou como alternativa cirúrgica. Em etapas futuras, podem explorar sites de entrega diferentes e possibilidades de reduzir a dependência de imunossupressores.
O estudo foi financiado por institutos de saúde e parcerias privadas, incluindo o NIH e o Howard Hughes Medical Institute. Os resultados foram divulgados na revista Cell Biomaterials.
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