- Problema no sistema de apoio domiciliar para idosos na Austrália: atrasos, confusão e falta de controle sobre como o dinheiro é gasto, mesmo com a aprovação de suporte por meio do programa Aged Care at Home.
- Alan Nicolle, com câncer, foi aprovado para o pacote mais alto em outubro e teve fundos adicionais em novembro, mas o equipamento essencial demorou quatro meses para chegar.
- A família enfrentou atrasos e a necessidade de enfrentar uma burocracia complexa para obter itens como cama mecânica, cama hospitalar e suporte vascular, agravando a deterioração de Alan.
- Mudanças de novembro passaram serviços do sistema público para o modelo de “Suporte em casa”, exigindo que famílias gerenciem fornecedores e autorizações, com lacunas de clareza sobre quem fornece o cuidado clínico.
- Pacotes de apoio mostram inconsistências, com relatos de falta de transparência sobre gastos, atrasos em equipamentos e serviços, e dificuldades para mudar de fornecedor ou acessar itens essenciais.
O sistema de apoio domiciliar para idosos na Austrália tem gerado atrasos e confusão, mesmo após a aprovação de recursos públicos. Pacientes terminais que recebem financiamentos para cuidados em casa relatam demora na entrega de equipamentos e dificuldades para gerenciar as verbas.
Alan Nicolle, diagnosticado com câncer, teve o acesso ao suporte aprovado em outubro e recebeu o maior pacote disponível. Em novembro, após nova avaliação, houve reajuste com reforço de fundos. A filha Emma Nicolle descreveu a espera como exaustiva e dolorosa.
O que foi aprovado não chegou rápido. Um leito mecânico foi entregue apenas quatro meses após a aprovação, e poucas semanas antes da morte de Alan. Enquanto isso, a família enfrentou limitações para banho, mobilidade e deslocamentos para hospitais.
Emma relata que a burocracia impediu a obtenção de itens essenciais para o cuidado diário. Havia uma “janela” de espera para determinados itens, apesar da condição crítica do pai, o que contribuiu para sérios desconfortos físicos.
A gestão da família sobre o pacote é parte do problema. Já havia mudanças em novembro, com privatização de serviços de enfermagem domiciliária e vinculação das atividades ao sistema Support at Home. A coordenação entre provedores e financiamento tornou-se mais complexa.
Em outra história, uma mulher em Victoria luta para entender quem controla o pacote de cuidado da sogra falecida. A enfermeira necessária não estava garantida, pois o contrato com o provedor não cobria todas as horas de assistência. A organização que gerenciava fundos afirmou que não era responsável pela entrega de serviços.
Especialistas alertam que a ausência de transparência e o controle sobre os gastos dificultam o acesso a serviços. Relatos indicam que famílias precisam recorrer a organizações de caridade ou pagar do próprio bolso por itens não cobertos. A possibilidade de auto-gerência dos recursos existe, mas exige provedores credenciados para manter a conformidade.
A comunicação entre famílias, provedores e órgãos públicos continua frágil. Usuários costumam descobrir, por acaso, opções de auto-gestão, sem orientação clara desde o início. O fluxo de informações, as mudanças regulatórias e as falhas de atendimento reforçam a sensação de desamparo para quem depende de apoio domiciliar.
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