- A satisfação com a vida no Reino Unido continua abaixo do pico pré‑pandemia, segundo a Pesquisa de Bem‑estar Pessoal da ONS, mesmo com melhora na economia.
- Entre julho e setembro de 2025, 5,1% dos adultos disseram estar muito insatisfeitos com a vida, perto do pico de 6,4% observado entre 2020 e 2021.
- A parcela de quem relatou alto nível de satisfação subiu, de 25,5% em 2024 para 26,7% em 2025.
- Pessoas entre 45 e 64 anos foram as mais insatisfeitas; quem tem de 30 a 34 anos apresentou o menor nível de insatisfação.
- A parcela de adultos com saúde boa ou muito boa caiu para 70,9% no quarto trimestre de 2025, alinhando com queda no bem‑estar geral e com aumento da inatividade por doença de longo prazo.
O Office for National Statistics (ONS) divulgou dados de bem‑estar pessoal no Reino Unido que mostram pouca melhora na satisfação com a vida desde a pandemia. Embora a perspectiva econômica tenha aumentado, a satisfação média continua abaixo do pico pré‑pandêmico.
Segundo a pesquisa trimestral, a parcela de adultos que relatam satisfação muito baixa com a vida chegou a 6,4% no início de 2021. Desde então caiu, mas se manteve estável em torno de 5%, com 5,1% no trimestre de jul/set 2025.
A parcela de quem declara satisfação muito alta subiu nos últimos 12 meses, de 25,5% em jul/set 2024 para 26,7% no mesmo período em 2025. Entre os faixas etárias, 45 a 64 anos continua mais insatisfeita, enquanto 30 a 34 anos registra menor insatisfação.
Contexto econômico e saúde
A relação entre satisfação com a vida e o GDP per capita hoje não acompanha mais o passado, segundo o ONS. O GDP per capita ficou em £ 10.127 no último trimestre de 2025, queda de 0,1% frente ao trimestre anterior, mas alta de 0,6% em relação ao ano anterior.
Junto da menor satisfação, a percentagem de adultos em boa ou ótima saúde recuou. Passou de 76% no fim de 2020 para 70,9% no 4º trimestre de 2025, sinalizando possível declínio de bem‑estar geral.
Dados adicionais indicam aumento da inatividade econômica devido a doenças de longo prazo, reforçando o quadro de saúde pública após a pandemia. Esses indicadores aparecem em meio a sinais de desaceleração econômica e ajustes de política.
Percepção de consumidor
Diversos levantamentos de opinião apontam animação contida entre as famílias. A inflação, que passou a 3% em jan, e a tendência de queda de juros alimentam expectativas de melhora, mas pesquisas de confiança indicam preocupação com finanças pessoais para o ano.
Relatórios de mercado apontam que endividamento, perspectivas futuras e poupança preocupam consumidores. Em conjunto, os dados de bem‑estar, saúde e economia sugerem um quadro de estabilidade ainda frágil para o curto prazo.
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