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PL do Mounjaro desacelera para angariar votos do centrão com médico na relatoria

Projeto de quebra de patente do Mounjaro avança com urgência, mas depende do centrão e de pressão social para seguir no Senado

Proposta no Congresso tenta quebrar a patente do Mounjaro
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  • O projeto que prevê a quebra da patente do Mounjaro foi acelerado às vésperas do carnaval para ganhar apoio do centrão, mesmo com urgência aprovada na Câmara, ainda sem decisão sobre o mérito.
  • O relator ainda não foi definido; o autor busca um perfil técnico e político, incluindo a possibilidade de um médico, com nomes considerados como o de Dr. Luizinho (PP‑RJ) em avaliação.
  • A estratégia é ampliar o debate público, com audiências e participações em podcasts, para pressionar parlamentares e evitar que o tema seja engavetado no Senado.
  • O texto sustenta que o alto custo do Mounjaro impede sua incorporação pelo SUS e prevê economia de até R$ 70 bilhões por ano com internações e tratamentos evitados.
  • O material também relata que mensagens apontam que o medicamento teria chegado a Davi Alcolumbre antes do Brasil, envolvendo o empresário Beto Louco; a Anvisa autorizou uso para obesidade em junho de dois mil e vinte e cinco.

O projeto que prevê a quebra da patente do Mounjaro, remédio para emagrecimento, ganhou urgência na Câmara, mas pode desacelerar. O autor, deputado Mário Heringer, busca apoio do centrão para manter o tema vivo na sequência.

A tramitação foi acelerada pouco antes do Carnaval. Heringer afirma que compressões com o presidente da Câmara, Hugo Motta, levaram à aprovação do regime de urgência em uma semana. Agora, porém, ele defende não votar o mérito de imediato.

Motta sugeriu ampliar o debate social para não correr o risco de engavetamento no Senado. A ideia é pressionar a sociedade e evitar que o tema morra sem engajamento político de peso.

Estrategia e tramitação

O relator ainda não foi definido. Heringer quer um nome com perfil técnico e político, preferencialmente um médico que tenha capilaridade para defender o projeto com bons argumentos. O centrão é cotado como potencial escolha.

Dr. Luizinho, do PP do Rio de Janeiro, aparece como possibilidade de relatório, segundo o deputado. A decisão dependerá da habilidade política e familiaridade com o tema. A escolha precisa ter trânsito entre diferentes núcleos.

A estratégia atual inclui audiências públicas e participações em podcasts para defender a proposta. Heringer diz que recebeu contatos da indústria farmacêutica, mas prefere debates presenciais amplos para esclarecer o tema.

O objetivo é transferir a decisão para um ambiente político mais amplo. Heringer afirma que a aprovação depende de parlamentares e da pressão pública sobre eles, não apenas dele.

O peso econômico do Mounjaro

Heringer sustenta que o uso da tirzepatida vai além da obesidade, com impacto econômico de até 70 bilhões de reais anuais em internações e tratamentos evitados. O argumento é ampliar o acesso e reduzir custos.

O deputado critica que o remédio hoje é de alto custo, vendido entre 1.400 e 3.800 reais mensais, echoando a necessidade de ampliar uso público. A proposta classifica o Mounjaro como de interesse público para abrir patentes.

O conteúdo da proposta

O projeto afirma que a quebra de patente permitiria a produção de versões mais baratas, aumentando a concorrência e reduzindo preços. A ideia é facilitar a incorporação ao SUS e ampliar o acesso a tratamentos.

Também sustenta que a legislação brasileira admite que, em situações de interesse público ou emergência em saúde, há possibilidade de quebra de patentes. A esperança é reduzir custos e ampliar oferta.

Alcolumbre e o caso do Mounjaro

Relatos indicam que o senador Davi Alcolumbre recebeu Mounjaro antes da disponibilidade oficial no Brasil. Documentos de 2024 mostram envio de canetas de uso terapêutico para Brasília. O senador não comentou à época.

Beto Louco, intermediário citado, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por possível atuação ligada ao PCC. A defesa nega envolvimento com a facção e afirma ausência de provas.

O remédio chegou ao Brasil em maio de 2025 para diabetes tipo 2 e, em junho, a Anvisa aprovou uso para obesidade. O caso permanece sob escrutínio e é tema de debate sobre acesso e governança de medicamentos.

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