- Cinco bebês Yanomami morreram de coqueluche, doença respiratória evitável, em início da outbreak que começou em sete de janeiro no território Yanomami, em Roraima.
- Três óbitos já foram confirmados pela secretaria de saúde de Boa Vista; outras duas mortes em Parima e Roko estão em avaliação.
- Pelo menos cinquenta e nove bebês indígenas foram transferidos para tratamento médico fora do território.
- As idades dos bebês variavam entre um mês e dezessete dias e quatro meses e trinta dias; algumas mães ainda não deram nomes aos filhos.
- A cobertura vacinal de menores de um ano subiu de quarenta e nove por cento para cinquenta e sete por cento entre dois mil e vinte e dois e dois mil e vinte e cinco, apontando debates sobre a resposta de saúde à crise.
Desde 7 de janeiro, um surto de coqueluche afeta a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, Brasil, resultando na morte de cinco bebês Yanomami e no encaminhamento de dezenas de crianças para tratamento médico. A doença é prevenível com vacinação e tratamento adequado.
Quatro informações foram confirmadas pelas autoridades de saúde de Boa Vista, capital de Roraima, sendo três óbitos oficialmente confirmados. Dois óbitos adicionais, nos povos Parima e Roko, aguardam confirmação médica, enquanto pelo menos 59 bebês foram transportados para tratamento fora da reserva.
A Federação Yanomami informou que os menores tinham entre 1 mês e 17 dias e 4 meses e 30 dias de idade. A presidente da Urihi Yanomami Association, Waihiri Hekurari, disse que as famílias relatam atraso na resposta de autoridades de saúde e ausência de vacinação adequada.
Segundo a associação, muitos bebês ainda não tinham seus nomes definidos, prática comum entre mães Yanomami que preferem nomear após o risco de perda de filhos. Hekurari ressaltou que a vacinação de crianças e mães é essencial para evitar novos casos.
Dados oficiais indicam melhoria na cobertura vacinal: de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025 para crianças menores de 1 ano, conforme o Distrito Especial de Saúde Indígena Yanomami. O boletim municipal atualiza o total de 15 casos confirmados até 22 de fevereiro, com sete ainda em confirmação.
A situação ocorre em meio a uma história de crises de saúde na Terra Yanomami, associadas a mineração ilegal, poluição de rios por mercúrio, desmatamento e acesso limitado a serviços médicos. Autoridades federais declararam emergência de saúde pública no início de 2023.
Em resposta, o governo federal removeu milhares de garimpeiros ilegais e aumentou a presença de equipes de saúde na região. Lideranças Yanomami afirmam, no entanto, que os serviços médicos continuam insuficientes para atender à demanda.
O desafio atual envolve ampliar a vacinação, acelerar diagnósticos e garantir tratamento adequado para as crianças afetadas, além de reforçar a vigilância sanitária na região fronteiriça com a Venezuela. A situação permanece sob monitoramento das autoridades de saúde.
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