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Saúde inclui exame de alta tecnologia no SUS para doenças raras; diagnóstico em seis meses

SUS passa a oferecer o Sequenciamento Completo do Exoma para doenças raras, com diagnóstico em até seis meses, atendimento de 20 mil casos/ano e custo zero na rede pública

Foto: Walterson Rosa/MS
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  • O Ministério da Saúde passou a oferecer no SUS o Sequenciamento Completo do Exoma (WES) para diagnóstico de doenças raras genéticas, com tempo de espera reduzido de até sete anos para até seis meses.
  • O exame no sistema público é gratuito; na rede privada pode custar até R$ 5 mil por paciente. O recurso público terá capacidade para atender 100% da demanda, cerca de 20 mil diagnósticos por ano.
  • Dois laboratórios públicos atenderão o país: Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e Fiocruz, com o INC em funcionamento piloto desde outubro de 2025 e a Fiocruz com previsão de operação até o fim de maio.
  • O projeto piloto já abrange 13 serviços habilitados em 10 estados, com 99% de taxa de sucesso na coleta e 175 laudos emitidos; até o fim de 2026, espera-se ampliar para 23 serviços adicionais e operação plena.
  • Além do WES, o governo anunciou ampliação da rede especializada no SUS para 51 serviços de tratamento de doenças raras, com investimento de R$ 44 milhões para novas 11 unidades.

O Ministério da Saúde anuncia a oferta no SUS do Sequenciamento Completo do Exoma (WES), exame genético de alta tecnologia para confirmar doenças raras. A ação atende 90% dos casos que demandam diagnóstico em tempo adequado. O objetivo é reduzir o tempo de espera para até seis meses, frente a anos anteriores.

O subsecretario aponta que o ganho é reduzir drasticamente o atraso diagnóstico, que chegava a sete anos. O programa envolve investimento financeiro e ampliação da rede pública para atender toda a demanda nacional.

O WES será gratuito no SUS. Na rede privada, o custo pode chegar a até R$ 5 mil por paciente. A medida é válida em comemoração à Semana de Doenças Raras, com foco em ampliar acesso e reduzir desigualdades.

Laboratórios públicos e capacidade

Dois laboratórios públicos vão realizar os exames no Brasil. O INC, no Rio de Janeiro, funciona em piloto desde outubro de 2025. A Fiocruz deve entrar em operação até o fim de maio para ampliar a oferta.

A iniciativa prevê atendimento de até 20 mil diagnósticos por ano, cobrindo toda a demanda nacional. Inicialmente, amostras de 13 serviços de 10 estados já são processadas, com alta taxa de sucesso.

Ao longo de março e abril, 23 novos serviços serão habilitados, expandindo para mais estados. A meta é que, até o fim de 2026, a rede esteja plenamente capaz de atender às famílias elegíveis.

Impacto no diagnóstico e no tratamento

O exame analisa regiões do DNA onde mutações são mais comuns, com amostras de sangue ou saliva. A confirmação facilita a indicação de tratamentos personalizados na rede pública.

A confirmação diagnóstica também facilita o acesso a terapias disponíveis no SUS, contribuindo para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida das crianças.

Ampliação da rede de cuidado

Além do WES, o Ministério ampliará em 120% a rede especializada de doenças raras, com R$ 44 milhões para abrir 11 novos serviços em quatro regiões. No total, o país passa a oferecer 51 serviços públicos e filantrópicos de diagnóstico e tratamento.

Essa expansão fortalece a assistência contínua e o acompanhamento multiprofissional, com foco em reduzir lacunas no cuidado. O objetivo é consolidar o Brasil como referência no atendimento a doenças raras no setor público.

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