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Qualquer outra criança teria morrido: a milagrosa sobrevivência de Nada Itrab

Sequestrada na Espanha, Nada Itrab tornou-se ativista contra o tráfico de menores, reconstruindo a vida após o resgate e cobrando respostas de autoridades

Nada Itrab in Barcelona, Spain. Photograph: Jordi Matas/The Guardian
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  • Em 27 de agosto de 2013, Nada Itrab, 9 anos, foi levada de Barcelona a Bolívía por Grover Morales; o plano era ela viajar como recompensa por bom desempenho escolar.
  • Nada passou nove meses sob domínio de Morales na floresta amazônica, enfrentando abuso sexual, trabalho compulsório e violência, até ser resgatada em fevereiro de 2014 com ajuda policial espanhola e boliviana.
  • Em março de 2014 Nada retornou a Barcelona; ficou sob a tutela de autoridades catalãs, enquanto seus pais enfrentavam investigações por suposta negligência durante o sequestro.
  • Nos anos seguintes, Nada, hoje estudando direito, tornou-se facilitadora de campanhas contra o tráfico de crianças e trabalhou com a jornalista Neus Sala para contar sua história, buscando reconhecimento legal de residência e apoio público.
  • Em 2025, Nada participou de entrevistas, programas de TV e projetos de livro/documentário; continua envolvida em advocacy, incluindo esforços para falar à ONU sobre o combate ao tráfico infantil.

Nada Itrab, uma menina espanhola de 9 anos, foi sequestrada em Barcelona em 27 de agosto de 2013 e levada para a Bolivia. O caso envolveu um vizinho e buscou as autoridades de dois continentes, que só localizaram a menina nove meses depois, ainda sem fim imediato à violência vivida.

A história mostra a viagem feita por Nada com o homem que a acompanhou. Do aeroporto de Barajas, em Madrid, eles viajaram para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, sob a promessa de retornar em uma semana. Ela levava um caderno, uma câmera simples e a esperança de uma aventura.

Morales, o homem que a acompanhava, mostrou-se cúmplice de um sequestro prolongado. Em Cochabamba, ela foi submetida a trabalhos forçados, abuso sexual e controle extremo, com o raciocínio de que a fuga era impossível. Nada foi forçada a adotar outra identidade.

Resgate e desdobramentos

Em dezembro de 2013, Morales levou Nada a um novo esconderijo na Bolívia, onde o cerco policial internacional começou a se articular. A investigação envolveu a Polícia Civil da Espanha, a Guarda Civil e autoridades bolivianas, com interceptações de ligações que ajudaram a localizá-la.

Os investigadores espanhóis tentaram chegar até Nada por meio de uma operação clandestina por terra e ar, mas a saída do esconderijo ocorreria apenas em 2014, quando Nada já havia completado 9 anos. Ao longo do tempo, a menina passou por nova mudança de lar e permaneceu sob vigilância policial.

O resgate final

Em 7 de março de 2014, Nada foi localizada pela primeira vez próximo a um vilarejo na Bolívia. A operação conjunta policial resultou na libertação sob proteção de agentes bolivianos, com evacuação para um centro estatal de atendimento a menores em Cochabamba.

Na sequência, Nada retornou a Barcelona em 17 de março de 2014, como dependente de políticas públicas que a afastaram da família. A Catalunha instaurou medidas para protegê-la, enquanto a investigação buscava responsabilizar os envolvidos.

Vida após o resgate

A trajetória de Nada ganhou visibilidade somente nos anos seguintes, com Morares condenado a 17 anos de prisão por tráfico de crianças e abuso sexual. Os pais foram severamente criticados por suposta negligência, recebendo sentença suspensa.

Anos mais tarde, em 2022, o Comandante da unidade de investigações especiais da Guarda Civil, José Hidalgo, recuperou os detalhes do caso ao falar com a jornalista Neus Sala. A parceria entre autoridades espanholas e bolivianas foi reavaliada.

Nada hoje é estudante de direito, atua como tutora e envolve-se em campanhas de combate à exploração infantil. A trajetória ganhou impulso para transformar sofrimento em advocacy, com redes de apoio que incluem jornalistas e organizações de direitos humanos.

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