- Durante a cerimônia do Bafta, John Davidson, ativista com síndrome de Tourette, proferiu o N-word enquanto Delroy Lindo e Michael B. Jordan apresentavam um prêmio.
- Personalidades como Jamie Foxx e Wendell Pierce criticaram o episódio, com Foxx dizendo que foi inaceitável e Pierce destacando a necessidade de desculpas aos envolvidos.
- Davidson afirmou que os tics de Tourette são involuntários e que o filme I Swear, vencedor no evento, foi a motivação para a participação dele.
- David Whitlam, que também tem Tourette, explicou que o uso não foi deliberado e discutiu estratégias de coping, dizendo que um tic involuntário não é o mesmo que uma ofensa intencional.
- O caso reacende o debate sobre compreensão da Tourette e levou a discussões sobre a gestão do evento pela Bafta e pela BBC, além de pedidos por maior empatia e educação sobre a condição.
Durante a cerimônia do Bafta, o ativista John Davidson, que vive com síndrome de Tourette, teve vários tiques, incluindo um uso da palavra N durante a apresentação de Delroy Lindo e Michael B Jordan. O episódio gerou intenso debate sobre descrições e intenções.
Diversos artistas se pronunciaram em redes sociais e entrevistas, destacando que o comportamento não foi intencional e que envolve a complexa condição neurológica. Entre eles, atores vencedores de Oscar e colegas de elenco de Jordan expressaram críticas e leituras diferentes sobre o ocorrido.
Davidson disse, em nota, que ficou profundamente envergonhado se alguém interpretou seus tiques como algo proposital e informou que deixou a sala na ocasião para evitar causar mais distress. A declaração não abordou diretamente as nuances do episódio, mas reconheceu o desconforto causado.
Contexto médico e interpretações
Para defensores da condição, o tique cooral de Davidson é atribuído a uma resposta involuntária associada à Tourette, incluindo vocais espontâneos que podem surpreender em ambientes de alto estímulo. Observadores ressaltam a importância de distinguir ações involuntárias de intenções discriminatórias.
Vozes da comunidade TS destacam que experiências pessoais variam e que o reconhecimento público da condição pode aumentar a compreensão, mas não substitui a necessidade de responsabilidade no ambiente artístico. Alguns participantes lembram que o filme premiado teve reconhecimento significativo na noite.
Ao longo da cobertura, analistas apontam que o episódio reacende debates sobre gestão de incidentes em eventos ao vivo e a edição de conteúdos para transmissão. A discussão inclui como monitores de palco e emissoras devem lidar com tiques involuntários em apresentações.
Diversos relatos destacam relatos de coprolalia entre pessoas com Tourette, mas enfatizam que a expressão vocal é variada e não representa uma escolha deliberada. Especialistas ressaltam que a falta de intenção não anula a dor de quem ouve palavras ofensivas.
A cerimônia, marcada pela repercussão do caso, segue sob análise de organizações e do público, com foco em entender a condição e as implicações sociais associadas a tiques em eventos públicos. O tema permanece em pauta nos debates sobre inclusão e respeito.
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