- Psicólogo Guilherme Cavalcanti diz que a saúde mental tem ganhado espaço, mas ansiedade, estresse crônico e Burnout seguem em expansão, com mais notificações refletindo reconhecimento de sintomas.
- Diferencia-se cansaço de esgotamento: o esgotamento persiste mesmo com descanso e pode incluir fadiga mental, irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração.
- Jovens entre 18 e 30 anos relatam sensação de atraso na carreira e vida pessoal, com a comparação nas redes sociais ampliando culpa e ansiedade.
- No ambiente de trabalho, a cultura da produtividade contínua dificulta a melhoria real da saúde mental; ações devem envolver lideranças, treinamentos e práticas permanentes, reduzindo a discrepância entre discurso e rotina.
- Durante o Janeiro Branco, medidas simples ajudam na prevenção: 15 minutos diários de atividades como caminhada, meditação ou lazer, sono adequado, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física; fatores sociais como pobreza e violência elevam o risco, exigindo análise individual.
A saúde mental volta ao centro do debate no Brasil, com altas taxas de ansiedade, estresse crônico e Burnout. O psicólogo Guilherme Cavalcanti afirma que o aumento das notificações online revela reconhecimento maior de sintomas que antes eram minimizados.
Segundo Cavalcanti, há diferença entre cansaço e esgotamento mental: o primeiro melhora com descanso, já o segundo persiste e aparece como fadiga mental, irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração. Sinais persistentes exigem atenção profissional.
Jovens de 18 a 30 anos relatam sensação de atraso na carreira e na vida pessoal, ampliando cobranças pelas redes sociais. A comparação frequente nem sempre reflete a realidade, mas impõe impacto emocional direto.
Cultura da produtividade e ambiente de trabalho
No ambiente corporativo, a saúde mental sofre com a cultura de produtividade contínua. Programas de bem-estar aparecem, mas Cavalcanti diz que ações pontuais não bastam sem envolvimento da liderança e iniciativas permanentes. Disciplina entre discurso e prática é essencial.
A hiperconectividade aumenta a pressão, com trabalho que extrapola o horário, prazos curtos e cobrança constante por desempenho. Esse quadro favorece estafa e Burnout entre trabalhadores.
Prevenção e campanhas
Durante o Janeiro Branco, Cavalcanti defende ações simples e regulares para a prevenção. Dedicar 15 minutos diários a atividades como caminhada ou meditação ajuda na gestão do estresse. Sono adequado, alimentação equilibrada e atividade física também são relevantes.
Fatores como pobreza, violência, discriminação e traumas elevam o risco, exigindo análise individual. O desafio para os próximos anos é deslocar o foco da crise para a prevenção contínua em saúde mental, com ações consistentes na sociedade e nas empresas, apontam especialistas. Fonte: SegMedic e Carta Capital.
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