- A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para sessões regulares de Estímulo Elétrico Craniano (CES) na prisão, como complemento às medicações atuais.
- O tratamento, conduzido pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado, seria para ações não invasivas de neuromodulação visando ansiedade, depressão e soluços de origem autonômica.
- A técnica utiliza corrente elétrica de baixa intensidade (0,5 Hz) com clipes nos lóbulos das orelhas, em sessões de 50 minutos a uma hora sob repouso consciente.
- Dados dos laudos apontam aumento da atividade de ondas alfa e produção de serotonina, com objetivo de modular o Sistema Nervoso Autônomo (simpático e parassimpático).
- Resultados clínicos indicam melhoria de 18,75% para 95% no Índice de Adaptação Humana após oito sessões, segundo a defesa, sugerindo ganho de 406,67% na estabilidade emocional.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que ele possa realizar sessões regulares de neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES) ainda dentro da prisão. A solicitação envolve a participação do psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado, que conduziria o tratamento como complemento às medicações já utilizadas.
Segundo os laudos que acompanham o pedido, a CES é apresentada como protocolo para melhorar sintomas de ansiedade, depressão e soluços, por meio da regulação funcional da atividade neurofisiológica central. A técnica utiliza corrente elétrica de baixa intensidade aplicada com clipes posicionados nos lóbulos das orelhas, em sessões de 50 minutos a uma hora.
O objetivo é modular o Sistema Nervoso Autônomo (SNA), que regula funções involuntárias, buscando reduzir hiperatividade límbica e simpática e estimular respostas parassimpáticas. A defesa sustenta que, no caso de Bolsonaro, a técnica tem potencial para amenizar a irritabilidade e o estresse, citando melhora observada em soluços de origem autonômica.
Em relação aos resultados clínicos, a defesa afirma que o ex-presidente já havia passado pela terapia durante internação em abril de 2025, com melhorias relevantes. O Índice de Adaptação Humana (IAH) teria subido de 18,75% para 95% após oito sessões, segundo o laudo, indicando maior estabilidade emocional.
O comunicado aponta que o tratamento é de baixo risco e não medicamentoso, considerado seguro. O acompanhamento seria contínuo e, de preferência, ao fim do dia para favorecer o repouso noturno.
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