- Crianças indígenas e de estados do Nordeste, com até 9 anos, apresentam média de altura menor que a de outras regiões e fica abaixo das referências da OMS devido à vulnerabilidade social.
- O estudo analisou dados de seis milhões de crianças cadastradas no Cadúnico, Sinasc e Sisvan, cruzando condições de saúde e socioeconômicas até os 9 anos.
- Entre os fatores que prejudicam o crescimento estão acesso precário à saúde, alimentação inadequada, altas doenças, baixa condição socioeconômica e más condições ambientais.
- Em relação ao peso, há prevalência de sobrepeso em várias regiões, com maior intensidade no Centro-Oeste, Sul e Sudeste; obesidade também é observada em parte das populações analisadas.
- A pesquisa, publicada na revista JAMA Network Open em janeiro de 2026, aponta que o Brasil acompanha o peso acima da referência em média, mas o crescimento em altura está mais alinhado à referência internacional, com atenção para casos com valores realmente fora do padrão.
O estudo revela que crianças indígenas e de alguns estados do Nordeste, com até 9 anos, apresentam média de altura abaixo da referência da OMS, principalmente por vulnerabilidade social. A pesquisa envolve especialistas do Cidacs/Fiocruz Bahia.
Foram analisados dados de 6 milhões de crianças cadastradas no CadÚnico, Sinasc e Sisvan, nascidas até os 9 anos. O cruzamento relaciona condições de saúde e socioeconômicas para avaliar crescimento e estado nutricional.
Entre os fatores que influenciam o crescimento estão acesso à saúde, alimentação, alto número de doenças, renda trabalhável e condições ambientais. Os pesquisadores destacam que vulnerabilidade não significa exclusivamente baixa estatura, mas maior probabilidade de desníveis.
Em relação ao peso, o estudo aponta maior prevalência de sobrepeso nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde crianças já mostram Índice de Massa Corporal elevado. Essas regiões apresentam, respectivamente, 32,6%, 26,6% e 28,1% de sobrepeso.
A concentração de obesidade também varia por região, com 14,4% no Sul, 11,7% no Sudeste e 13,9% no Centro-Oeste. No Norte, Nordeste e outros, os índices são menores, mas não desprezíveis, segundo a análise.
Os autores ressaltam que a média brasileira acompanha as referências de peso e altura da OMS de modo geral, mas há parcelas da população com crescimento desproporcionalmente afetado pelo peso, o que requer atenção contínua.
Segundo Gustavo Velasquez, líder do estudo, o peso acima da média não implica gravidade generalizada, mas indica a existência de subgrupos com padrões de peso atípicos. Acesse a alimentação e a gestação aparecem como fatores relevantes.
O estudo, publicado na linha JAMA Network Open em janeiro de 2026, traz comentários internacionais que reforçam a necessidade de aprender com a experiência brasileira para políticas de saúde pública.
Em resumo, a pesquisa aponta que, apesar de o crescimento vertical ficar dentro da referência global, o peso de crianças em várias regiões brasileiras já excede a norma, exigindo ações de vigilância e prevenção na atenção primária.
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