Em Alta NotíciasFutebolPolíticaAcontecimentos internacionaisEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vulnerabilidade reduz altura média de crianças indígenas e nordestinas

Cruzamento de dados aponta menor altura de crianças indígenas e do Nordeste até nove anos, com sobrepeso mais presente no Sudeste, Sul e Centro-Oeste

Crianças indígenas do Povo Rikbaktsa na aldeia Beira Rio, Terra Indígena Erikpatsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • Crianças indígenas e de estados do Nordeste, com até 9 anos, apresentam média de altura menor que a de outras regiões e fica abaixo das referências da OMS devido à vulnerabilidade social.
  • O estudo analisou dados de seis milhões de crianças cadastradas no Cadúnico, Sinasc e Sisvan, cruzando condições de saúde e socioeconômicas até os 9 anos.
  • Entre os fatores que prejudicam o crescimento estão acesso precário à saúde, alimentação inadequada, altas doenças, baixa condição socioeconômica e más condições ambientais.
  • Em relação ao peso, há prevalência de sobrepeso em várias regiões, com maior intensidade no Centro-Oeste, Sul e Sudeste; obesidade também é observada em parte das populações analisadas.
  • A pesquisa, publicada na revista JAMA Network Open em janeiro de 2026, aponta que o Brasil acompanha o peso acima da referência em média, mas o crescimento em altura está mais alinhado à referência internacional, com atenção para casos com valores realmente fora do padrão.

O estudo revela que crianças indígenas e de alguns estados do Nordeste, com até 9 anos, apresentam média de altura abaixo da referência da OMS, principalmente por vulnerabilidade social. A pesquisa envolve especialistas do Cidacs/Fiocruz Bahia.

Foram analisados dados de 6 milhões de crianças cadastradas no CadÚnico, Sinasc e Sisvan, nascidas até os 9 anos. O cruzamento relaciona condições de saúde e socioeconômicas para avaliar crescimento e estado nutricional.

Entre os fatores que influenciam o crescimento estão acesso à saúde, alimentação, alto número de doenças, renda trabalhável e condições ambientais. Os pesquisadores destacam que vulnerabilidade não significa exclusivamente baixa estatura, mas maior probabilidade de desníveis.

Em relação ao peso, o estudo aponta maior prevalência de sobrepeso nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde crianças já mostram Índice de Massa Corporal elevado. Essas regiões apresentam, respectivamente, 32,6%, 26,6% e 28,1% de sobrepeso.

A concentração de obesidade também varia por região, com 14,4% no Sul, 11,7% no Sudeste e 13,9% no Centro-Oeste. No Norte, Nordeste e outros, os índices são menores, mas não desprezíveis, segundo a análise.

Os autores ressaltam que a média brasileira acompanha as referências de peso e altura da OMS de modo geral, mas há parcelas da população com crescimento desproporcionalmente afetado pelo peso, o que requer atenção contínua.

Segundo Gustavo Velasquez, líder do estudo, o peso acima da média não implica gravidade generalizada, mas indica a existência de subgrupos com padrões de peso atípicos. Acesse a alimentação e a gestação aparecem como fatores relevantes.

O estudo, publicado na linha JAMA Network Open em janeiro de 2026, traz comentários internacionais que reforçam a necessidade de aprender com a experiência brasileira para políticas de saúde pública.

Em resumo, a pesquisa aponta que, apesar de o crescimento vertical ficar dentro da referência global, o peso de crianças em várias regiões brasileiras já excede a norma, exigindo ações de vigilância e prevenção na atenção primária.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais