Em Alta NotíciasPolíticaFutebolAcontecimentos internacionaisEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Horrores no centro familiar do ICE em Dilley, relatados por crianças detidas

Denúncias de condições inumanas em centro de detenção de Dilley revelam falha grave de assistência médica e impacto traumático em crianças

Migrantes en el centro familiar del ICE de Dilley, Texas, en agosto de 2019.
0:00
Carregando...
0:00
  • Famílias imigrantes estão detenidas no centro de Dilley, no Texas, com centenas de crianças, sob denúncias de condições consideradas degradantes e de acesso irregular a água, comida e assistência médica.
  • Habiba Soliman, que chegou com a mãe e cinco irmãos, foi separada da família após completar dezoito anos, em suposta represália por denunciar as condições do centro; há relatos de dificuldades para ver os irmãos e a mãe.
  • Pacientes, inclusive crianças de cinco a 16 anos, enfrentam atrasos em atendimentos médicos; houve casos de crises, medicamentos e equipamentos retidos, e relatos de alimentação de má qualidade e supervisionamento inadequado.
  • O centro, administrado pela CoreCivic, reabriu em 2025 e abriga aproximadamente três mil e quinhentas pessoas desde então; a situação reforça críticas ligadas ao acordo Flores, que define quarenta dias como limite para detenção de menores, mas há registros de permanência superior a um mês.
  • Casos emblemáticos incluem a bebê Amalia, que teve agravamento de saúde e foi hospitalizada, mas devolvida ao centro com parte do tratamento interrompida; ativistas e advogados vêm solicitando a liberação das famílias por questões humanitárias e legais.

Habiba Soliman, de 18 anos, foi separada da família e transferida dentro do centro de detenção de Dilley, no Texas, após denunciar, por carta e nas redes, as condições vividas por crianças e adultos. Ela e os familiares foram encaminhados ao local em junho do ano passado, após o pai, Mohamed Soliman, ter participado de um incidente em Boulder, Colorado. A defesa alega que a separação é uma represália pela denúncia.

Desde a chegada ao centro, Habiba narra dificuldades extremas de convivência, sem escola para as crianças, sem brinquedos e com acesso irregular à assistência médica. O advogado Eric Lee argumenta que as regras do local prejudicam principalmente menores de idade, que dependem de visitas autorizadas e de poucos recursos.

De acordo com relatos de advogados e familiares, o ambiente em Dilley apresentaria problemas de higiene, alimentação inadequada e demora na obtenção de medicamentos. Há menção de agitação entre os pequenos, crises de choro e traumas decorrentes da permanência em um espaço com supervisão rígida e pouca transparência.

Condições no Centro de Dilley

O centro é administrado pela empresa CoreCivic e reabriu suas portas em 2025, com aumento no número de camas. Cerca de 3.500 detidos já passaram pelo local, mais da metade menores. O cumprimento do acordo Flores, que limita a detenção de crianças a 20 dias, é questionado por organizações investigativas.

Relatos de menores indicam que alguns aguardam mais de um mês para deixar o centro, com carteiras defasadas, alimentação repetida e pouca água. Casos de doenças respiratórias e episódios de desorientação entre os jovens foram descritos por representantes legais.

Casos clínicos e ações legais

Um dos casos relatados envolve um menino de cinco anos que sofreu crise de apendicite, sem atendimento imediato. A mãe relatou atrasos no cuidado médico e na entrega de medicamentos. Amalia, bebê de 18 meses, também ficou gravemente doente e precisou de internação, seguido da retirada de nebulizador e de suplementos após retorno ao Dilley.

A advogada Elora Mukherjee, da Columbia, apresentou ações legais para a liberação de famílias em risco de saúde. Em vários casos, interlocutores oficiais foram questionados sobre a qualidade da assistência médica e as condições de higiene no local.

Repercussão e próximos passos

A família de Habiba recebeu liberdade com fiança em setembro, mas houve reversão após recurso. A defesa tem arrecadado recursos para contestar a decisão judicial. Protestos de professores, vizinhos e defensores buscam melhorar as condições e levar ao fechamento de instalações semelhantes.

Fontes consultadas ressaltam que as denúncias sobre Dilley vêm ganhando contorno internacional, com cobertura de veículos de imprensa e organizações de direitos humanos. A situação continua a exigir monitoramento público e respostas administrativas claras.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais