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Chico Salgado diz que pular Carnaval pode ser treino

Carnaval é atividade física com gasto calórico expressivo, mas não substitui treino; exige preparo para evitar desidratação, fadiga e lesões

Bruna Marquezine no Carnaval 2026 em Salvador — Foto: Vitor Santos | AgNews
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  • Em Carnaval, uma pessoa de 70 kg pode gastar entre 800 e 1.200 calorias em três horas de folia; em blocos de cerca de cinco horas, o gasto pode passar de 2.000 calorias em um dia.
  • Gasto calórico não é treino: treino tem progressão e foco em grupos musculares específicos; o Carnaval não substitui o treino estruturado.
  • Principais riscos: desidratação por dança ao sol e álcool diurético; fadiga extrema; sobrecarga articular; lesões por chão irregular, multidão e movimentos bruscos.
  • Dicas para curtir com segurança: manter hidratação constante, comer bem antes do bloco, usar tênis confortável e respeitar sinais do corpo; descansar ao cansar e dormir para recuperação.
  • Carnaval é atividade física, mas curtir com inteligência ajuda a aproveitar por mais tempo.

Todo ano surge a dúvida: pular Carnaval conta como treino? A resposta depende de como se encara a folia e de como se prepara. A folia pode ser boa atividade física ou levar a lesões, desidratação e fadiga.

Especialistas destacam que o Carnaval pode exigir esforço físico intenso. O resultado depende da duração, da intensidade e da hidratação. Por isso, o equilíbrio entre diversão e cuidado é essencial.

O gasto calórico é real

Uma pessoa de 70 kg, em intensidade moderada a alta por três horas em um bloquinho, gasta entre 800 e 1.200 calorias. Isso equivale a uma sessão de treino.

Quem passa cerca de cinco horas em blocos pode queimar acima de 2.000 calorias em um dia. Em termos de energia, Carnaval é atividade física, mas não treino estruturado.

Gastar calorias não equivale a treinar. O treino possui progressão, controle e foco muscular. O Carnaval não oferece esse planejamento.

O que se faz é trabalhar o sistema cardiovascular, gastar energia e manter o corpo em movimento. É atividade física, mas não substitui o treino.

Os riscos que ninguém fala

Desidratação ocorre ao dançar sob o sol, muitas vezes com álcool, que aumenta a diurese. Pode causar dor de cabeça, desmaio e problemas renais.

Fadiga extrema aparece quando o corpo enfrenta altas intensidades por longos períodos, com sono insuficiente. A fadiga compromete o sistema imune e eleva o risco de doenças.

Sobrecarga articular é consequência de impactos repetidos. Joelhos, tornozelos e quadris sofrem, principalmente sem musculatura de base adequada.

Lesões aparecem por causa de piso irregular, multidões e movimentos bruscos, somados ao álcool. Essas condições elevam torções, quedas e distensões.

Como curtir sem destruir o corpo

A ideia é evitar o medo, mas preparar o corpo. Água constante, alimentação adequada antes do bloco e tênis confortável ajudam na saúde durante a folia.

Respeitar os sinais do corpo é fundamental. Cansaço exige descanso; dor, pausa. Forçar no Carnaval aumenta o risco de machucar-se.

Dormir é parte da recuperação. Sem sono, a recuperação não acontece e o preço aparece nos dias seguintes. O equilíbrio entre diversão e descanso é essencial.

Carnaval é para curtir. Curtir com moderação e planejamento permite aproveitar por mais tempo.

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