- Entre 2019 e 2023, foram registradas treze mil quarenta e cinco mortes de crianças na Inglaterra; 926 casos (7%) ocorreram em filhos de pais que são parentes próximos.
- Crianças com pais consanguíneos estão sobre-representadas nas estatísticas de mortalidade, e os pesquisadores dizem que é necessária ação urgente.
- Quatro em cada cinco recém-falecidos com pais próximos pertenciam a origens asiáticas, com a maioria identificada como paquistanesa; 30% das crianças de origem asiática com falecimento tinham pais próximos.
- Entre crianças com pais próximos, 52% viviam em áreas mais pobres, em comparação com 5% nas áreas menos pobres; poucas crianças de origens negras (5%) ou brancas/mistas (1%) tinham pais próximos.
- Cerca de 27% de todas as mortes infantis no período foram relacionadas a anomalias genéticas ou congênitas; 59% dessas mortes entre filhos de pais próximos tiveram origem genética, e quase 17% foram de filhos com pais consanguíneos.
- O NHS informou que está testando um piloto com enfermeiras treinadas para detectar e prevenir mortes de bebês vulneráveis em áreas com maior prevalência de casamentos entre parentes.
Um estudo divulgado pela National Child Mortality Database (NCMD), ligado à University of Bristol, analisou 13.045 óbitos de crianças na Inglaterra entre 2019 e 2023. Destas, 926, equivalentes a 7%, nasceram de pais parentes próximos.
Os dados mostram que crianças de progenitores consanguíneos estão desproporcionalmente representadas nas mortes, o que indica necessidade de ações urgentes para melhorar resultados nessa faixa. O estudo é apresentado como o primeiro a abordar o tema em nível nacional ao longo de vários anos.
Desigualdades étnicas e socioeconômicas
Entre as crianças cujas mães e pais eram parentes próximos, 79% tinham origem étnica asiática, com a maioria sendo de origem paquistanesa. Quase 30% das mortes de crianças de origem asiática envolveram consanguinidade; apenas 5% entre pretos e 1% entre brancos ou mistas.
Mais da metade (52%) das mortes com consanguinidade ocorreram em áreas mais pobres, contra 5% nas menos pobres. Pesquisas anteriores já associam maior risco de problemas de saúde a vínculos familiares próximos.
Impactos de saúde e fatores genéticos
Dados mostram que 27% de todas as mortes infantis do período se relacionaram a anomalias cromossômicas, genéticas ou congênitas. Entre as crianças de pais consanguíneos, 59% dessas mortes tiveram origem genética ou congênita.
Além disso, quase 17% das mortes por fatores genéticos ocorreram em filhos de pais consanguíneos. O relatório reforça que o risco de condições genéticas é maior nesse grupo.
Resposta e medidas em consideração
Um porta-voz do NHS ressaltou que o relatório evidencia o risco aumentado de condições genéticas e doenças graves associadas à consanguinidade. O NHS mencionou um piloto para testar se enfermeiras com formação especializada podem prevenir mortes em áreas com alta prevalência de casamentos entre parentes próximos.
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