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Expansão da siderurgia na Indonésia pode elevar emissões de gases

Emissões da siderurgia podem subir 11,7 vezes até 2060, atingindo 31% do total nacional, caso o modelo movido a carvão persista

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • A AEER alerta que as emissões de aço na Indonésia podem subir muito se a produção continuar baseada no BF-BOF, podendo chegar a 11,7 vezes as de 2023 e representar cerca de 31% das emissões nacionais em 2060.
  • Em 2023, a produção de aço bruto da Indonésia ficou em aproximadamente 16,8 milhões de toneladas, tornando o país o 15º maior produtor mundial; a demanda global cresce com veículos elétricos, energia renovável e infraestrutura.
  • Cerca de 80% do aço indonésio é produzido pelo método BF-BOF (alto carbono); o EAF responde por cerca de 20% e depende de sucata, eletricidade de baixa emissão e políticas mais fortes.
  • O governo lançou planos e regulação de precificação de carbono para 2025, além de um roteiro de descarbonização, mas AEER afirma que faltam metas setoriais obrigatórias e mecanismos de implementação; o Ministério da Indústria diz que vai monitorar dados e reduzir intensidades antes de estabelecer limites setoriais.
  • Impactos à saúde e ao meio ambiente são observados em áreas próximas a usinas, com poluição do ar e doenças respiratórias; especialistas defendem zonas de proteção, monitoramento em tempo real e maior integração entre governo, empresas e comunidades para reduzir riscos.

Indonesia’s steel setor ganha impulso, mas pode elevar emissões de gases do efeito estufa, segundo estudo de AEER. O relatório aponta que a indústria já figura entre as maiores emissores do país e pode piorar se tendências atuais permanecerem. O alerta chega em meio a demanda global crescente por aço.

O estudo avalia que a produção de aço cru de Indonesia subiu para cerca de 16,8 milhões de toneladas em 2023, tornando o país o 15º maior produtor mundial, segundo a World Steel Association. A AEER projeja crescimento da produção 12 vezes até 2060, com emissões 11,7 vezes maiores.

Emissão por tonelada de aço

A AEER estima que, com o uso contínuo de produção baseada em carvão, as emissões totalizarão ainda mais com o aumento da produção. Em 2060, o aço pode representar aproximadamente 31% das emissões nacionais, caso as políticas permaneçam inalteradas.

Fontes de emissão atuais

O alto impacto vem da produção por fornalha a carvão, que utiliza carvão como insumo químico e fonte de calor extremo. Em média, o BF-BOF emite cerca de 2 tCO2 por tonelada de aço, frente a menos de 0,1-0,5 tCO2 da produção por forno a arco elétrico (EAF).

Tecnologia e intensidade

A indústria tem cerca de 80% da produção com BF-BOF, enquanto apenas 20% utiliza EAF. A produção com EAF depende de sucata e eletricidade de baixo carbono, fatores ainda com oferta restrita e apoio político limitado. A intensidade de emissões da produção nacional é estimada em 1,6 tCO2 por tonelada.

Política e metas

O governo reconhece riscos das emissões do aço. O Ministério da Indústria destaca planos para reduzir emissões por meio de melhoria de dados, eficiência, maior uso de sucata e energia elétrica de baixo carbono. Há metas de descarbonização para 2050, com foco inicial em dados e monitoramento.

Planos e lacunas

Políticas como o plano quinquenal 2025-29, regulação de precificação de carbono de 2025 e rota de descarbonização industrial estão em curso. No entanto, a AEER aponta ausência de metas setoriais vinculativas, prazos de transição claros e mecanismos de fiscalização.

Resposta governamental

O Ministério da Indústria refuta a ideia de insuficiência regulatória, afirmando prioridade em dados e reduções de intensidade antes de limites setoriais. O objetivo é desconectar o crescimento da produção das emissões, com melhorias de eficiência, mais sucata e eletricidade de baixa emissão.

Dados oficiais e monitoramento

O ministério afirma que reforçou a comunicação de emissões por meio do SIINas, base de dados industrial, para monitoramento e verificação. A ideia é avançar para limites setoriais assim que os sistemas de dados estiverem prontos.

Padrões e padrões internacionais

O país implementou o SIH, padrão verde para indústria, incluindo limites de emissões em nível de produto para aço plano. Contudo, organizações independentes avaliam que o SIH carece de verificação externa obrigatória e de contabilidade total da cadeia de suprimentos.

Riscos de mercados internacionais

A avaliação destaca que adoção de padrões não equivalentes pode afetar o acesso a mercados, como a União Europeia, que planeja cobrar tributo de carbono sobre importações com o início do CBAM em 2026. A AEER estima custos adicionais de 40-90 euros por tonelada para o aço coalhado.

Impactos ambientais e de saúde

Poluentes da siderurgia, como PM2,5, PM10, NO2, SO2 e CO, elevam riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aproximadamente 6.514 casos de infecção respiratória aguda em 2023 e 5.091 em 2024 foram registrados na região de Ciwandan, perto de grandes usinas. Pesquisas sugerem agravamento de sistemas de saúde e custos com tratamento.

Impactos locais e recomendações

A AEER liga o desenvolvimento industrial a degradação ambiental local, incluindo áreas de absorção de água e danos a manguezais. Recomendações incluem zonas de proteção entre plantas e residências, coordenação entre governos locais, empresas e comunidades, além de monitoramento de qualidade do ar em tempo real com dados acessíveis ao público.

Fontes oficiais destacam que decisões de política visam compatibilizar crescimento com qualidade do ar, sem abandonar incentivos para o setor. A cobertura completa envolve dados, infraestrutura de monitoramento e alinhamento com padrões internacionais para manter competitividade externa.

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