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Toxina botulínica e enxaqueca: médico esclarece dúvidas após Paula Fernandes

Paula Fernandes revela uso de toxina botulínica para enxaqueca; médico explica atuação nervosa, protocolo PREEMPT e redução de crises

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Paula Fernandes usa botox no tratamento contra enxaqueca. Funciona mesmo? Tem diferença do procedimento estético? Médico tira todas as dúvidas
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  • Paula Fernandes revelou que faz aplicação de toxina botulínica para tratar enxaqueca, em centro especializado em São Paulo, o Headache Center Brasil.
  • O neurologista explica que a toxina atua bloqueando a saída de sinais de dor no neurônio sensitivo, ajudando o cérebro a desfazer o caminho da dor e reduzindo a frequência das crises.
  • O protocolo PREEMPT estabelece 31 pontos de aplicação visando nervos, não músculos, para a prevenção da enxaqueca crônica.
  • No início, as aplicações ocorrem a cada três meses; após estabilidade, pode haver espaçamento e, no mínimo, oito ciclos, conforme PREEMPT.
  • A toxina A é a única aprovada para enxaqueca crônica (diferente da estética); alguns pacientes podem precisar combinar com anti‑CGRP como Fremanezumabe ou Galcanezumabe, sem substituir a toxina botulínica.

A cantora Paula Fernandes revelou que utiliza a toxina botulínica para o tratamento da enxaqueca. Em conversa com o jornalista André Piunti, ela mostrou que encontrou um caminho de manejo que reduz crises e impactos da doença. O tratamento é feito em São Paulo, no Headache Center Brasil.

Fernandes informou ao programa PODDELAS que, após anos de medicamentos e sofrimento, o método tem trazido melhora significativa. Segundo ela, a enxaqueca deixou de apresentar crises recorrentes e houve melhora do humor, do intestino e do inchaço corporal.

Como a toxina botulínica ajuda

Dr. Tiago de Paula explica que a toxina atua nos nervos sensoriais, bloqueando sinais de dor e, assim, reduzindo a frequência das crises. A abordagem visa reconfigurar caminhos de dor no cérebro, diminuindo tanto dor crônica quanto aguda.

Pontos de aplicação e protocolo

O protocolo PREEMPT estabelece 31 pontos de aplicação com foco no nervo, não no músculo. A prática busca bloquear vias nervosas específicas para a prevenção da enxaqueca crônica.

Frequência de aplicação

No início, as sessões ocorrem a cada três meses. Após estabilidade, pode haver espaçamento, mantendo o mínimo de oito ciclos conforme PREEMPT, com ajustes conforme a evolução do paciente.

Uso exclusivo da toxina A para enxaqueca

A toxina botulínica A é a única indicada para enxaqueca crônica, diferente da versão usada na estética. O tratamento é dirigido ao bloqueio nervoso, o que pode gerar efeito estético incidental na região da testa.

Combinação com outros tratamentos

Em casos mais graves, a toxina pode ser associada a outras terapias, como o anti-CGRP (Fremanezumabe ou Galcanezumabe). A combinação busca acelerar a resposta clínica, sem substituir o uso individual quando necessário.

Considerações sobre contraindicações

Não há contraindicações relevantes; gestantes ou lactantes também podem receber o tratamento, conforme avaliação médica. A adesão ao protocolo e o manejo integrado são ressaltados pelo médico entrevistado.

Sobre a experiência da cantora

Paula Fernandes já faz o tratamento há mais de três anos, com aplicações trimestrais. Ela relata redução gradual das crises a ponto de dispensar medicações de crise, mantendo o objetivo de evitar novas crises. Fonte: Purepeople e entrevista com Dr. Tiago de Paula.

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